Síndrome do final do ano

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Como evitar que os últimos dias do ano nos deixem tão ansiosas?

Síndrome do final do ano

Conforme o ano vai se aproximando do fim, um mix de angústia e ansiedade toma conta das pessoas. A agenda de compromisso começa a lotar e nem todos os planos estabelecidos lá no comecinho do ano saíram do papel. Nosso humor muda, deixamos de dormir e ficamos depressivos. Estes são alguns dos sintomas da Síndrome do Final do Ano.

A psicóloga clínica Patrícia Luiza Prigol diz que, de uma maneira geral, todas as pessoas sentem os efeitos dessa época do ano. Além da ansiedade que a sociedade levanta em torno das festividades, vem o cansaço acumulativo, frequentemente relatado pelas pessoas neste período.

Outro fator psicossocial vem da percepção de que se trabalhou o ano inteiro na expectativa de atingir metas que foram estipuladas no planejamento do ano e de conquistar as premiações e promoções. "Sem contar que as expectativas geradas no âmbito pessoal, de mudanças que a pessoa teria planejado para o ano, nem sempre são atingidas", lembra a especialista.

São vários os sintomas da Síndrome do Final do Ano e variam de pessoa para pessoa. Dra. Patrícia enumera alguns:

- Alterações de humor (labilidade emocional: irritabilidade acentuada podendo alternar com tristeza ou apatia)

- Crises de ansiedade

- Insônia ou sono excessivo

- Alterações na alimentação (perda de apetite ou episódios de compulsão alimentar)

- Fadiga constante

- Dores musculares constantes (contraturas musculares)

- Aumento do consumo de bebidas alcoólicas (não apenas pelos eventos sociais que são promovidos nesta época do ano, mas pela tentativa de minimizar o impacto do estresse que esta época proporciona)

- Diminuição da libido

- Perda do interesse pelas atividades rotineiras (dificuldade para cumprir com a rotina)

- Lapsos de memória, lentidão no exercício das atividades laborais

- Em alguns casos: comportamento hiperativo

- Aceleração e direção agressiva no trânsito e nas ruas

Quando os sintomas começam a prejudicar a rotina da pessoa, trazendo um sofrimento maior, é um sinal para procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra. Isso porque, conforme alerta Dra. Patrícia, o sofrimento causado pela síndrome do fim do ano é diferente de um incômodo passageiro ou de sintomas de estresse que podem ser minimizados pelos próprios recursos que a pessoa disponibiliza.

"É essa diferenciação que avaliamos na hora de procurar ou não ajuda. Além disso, é importante observar se os sintomas persistem por pelo menos duas semanas consecutivas, prejudicando o desempenho da pessoa nas diversas áreas da sua vida. Este quadro pode indicar algum transtorno de humor que merece uma avaliação mais criteriosa de um profissional especializado."

Para evitar sofrer da síndrome do final de ano, veja quais tarefas da sua agenda podem ser adiantadas, para evitar o tumulto típico dessa época. Saber dizer não para aqueles convites que podem ser recusados também é uma dica válida para este momento. E outro ponto importante: é o ano que está acabando, não sua chance de concretizar seus sonhos.

"Seguir na contramão dos aspectos culturais pode ser bastante gratificante. Significa não querer agradar ou atender às expectativas dos outros, da sociedade, mas ter a convicção de que no seu tempo e de acordo com os seus recursos, os objetivos poderão ser alcançados. O mundo não acaba no final do ano. Pelo menos, não em 2013!!", diz Dra. Patrícia.


Juliana Falcão (MBPress)

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