Tá na hora do lanche saudável

Tá na hora do lanche saudável

A obesidade infantil é uma fonte de muita preocupação. As crianças estão ganhando excesso de peso cada vez mais cedo.

Ficar acima do peso produz muitos sentimentos negativos, tais como desapontamento, frustração, depressão e baixa auto-estima. Para piorar a situação, esses sentimentos podem provocar o desejo de comer mais, pois a comida se confunde cada vez mais com uma fonte de prazer.

Emagrecer requer um esforço consciente. Quando se trata de crianças, esse esforço pode ser bastante difícil de ser realizado, fazendo com que o planejamento de suas refeições pelos responsáveis se torne muito importante.

Em vários estados do Brasil foram promulgadas normas para que as cantinas escolares ofereçam alimentos saudáveis aos alunos. Proíbem a venda de refrigerantes, salgadinhos e balas, que estão na lista das guloseimas preferidas pela meninada. Nas escolas em que a merenda é distribuída gratuitamente, os alimentos servidos sofrem uma fiscalização.

Um problema fora de controle e à margem da legislação é o comércio de alimentos ao redor das escolas, praticado principalmente por ambulantes. Regulamentar esse tipo de atividade parece ser a melhor solução para o problema.

Outra dificuldade é que as restrições impostas pelas leis não acompanham o dinamismo da indústria de alimentos, que a cada dia lança novos produtos. A restrição da venda de certos produtos nas cantinas escolares não impede que as crianças e adolescentes continuem consumindo alimentos muito calóricos e pobres em nutrientes. Os próprios alunos levam de casa esses alimentos. Por isso é necessário conscientizar os educadores, os pais e os próprios alunos para que a alimentação saudável se torne uma opção para melhorar a qualidade de vida.

O ideal é que essa opção tenha origem nas próprias crianças e adolescentes. Para isso, os adultos devem incentivar e criar condições para que as informações sobre a importância de uma alimentação equilibrada cheguem até as crianças. A teoria deve estar de acordo com a prática: o acesso fácil aos alimentos saudáveis deve fazer parte da rotina de casa e dos lanches escolares. Não adianta falar sobre os benefícios de trocar o chocolate por uma pêra se esse alimento não estiver disponível para as crianças.

Nas escolas, novas normas estão substituindo salgados fritos por assados, refrigerantes por sucos e doces por barras de cereais. As que já adotaram essa prática observam a fácil adaptação das crianças ao novo cardápio. Infelizmente, para muitas mães é mais fácil colocar na lancheira do filho um pacote de salgadinho e um refrigerante, ao invés de preparar um sanduíche natural e um suco de frutas.

No futuro, provavelmente mãe e filho sofrerão as conseqüências da obesidade infantil, que não é fácil de ser controlada. O tempo economizado no preparo de um lanche inadequado e calórico será gasto com idas e vindas ao nutricionista e, muitas vezes, ao psicólogo.

O alimento está presente nas relações humanas desde o início da vida. O aleitamento materno está diretamente relacionado com o afeto. É bastante comum que diante de insatisfações e necessidades, algumas pessoas procurem resolver seus conflitos através de uma alimentação inadequada, fazendo com que o excesso e a má qualidade dos alimentos provoquem sobrepeso e obesidade.

É preciso encontrar o equilíbrio do corpo e da mente. Para isso, as crianças e os jovens devem receber toda atenção e cuidado com a sua alimentação, para que possam ter melhor qualidade de vida quando se tornarem adultos. A volta às aulas é um bom momento para reformular os hábitos alimentares da garotada.

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