Todo cuidado é pouco...

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Todo cuidado é pouco

Tudo bem, somos unânimes: fazer ou seguir um programa alimentar para emagrecer não é tarefa para qualquer um... Além dos ingredientes básicos necessários como muita força de vontade, determinação, objetividade, clareza do que se quer, empenho, entusiasmo e garra, é fundamental gostar de si próprio e ter a certeza que se iniciará uma das fases mais ricas em auto conhecimento e provações às quais uma pessoa estará sujeita.

Não é fácil saber que se privará de algumas das maiores satisfações que os humanos podem ter e onde, por vezes, afagam e afogam suas alegrias, tristezas, sucessos, decepções, mágoas, angústias, saudade, amores possíveis e impossíveis.

Perceber o que está sendo comido e ainda por cima, seletivo na quantidade e qualidade é com certeza um grande desafio para qualquer mortal que aprendeu, desde muito pequeno, que o gesto da ingestão de alimentos vai além do fator nutricional.

Decidido pelo seguimento de uma plano alimentar equilibrado, todos os prós e contras foram ponderados, pensados e exaustivamente repensados, mesmo com todas as possíveis dificuldades e adversidades que por ventura cruzarem nesta nova fase.

Acontece que, pelo meio do caminho, todo empenho e promessas feitos podem ser invadidos pelo baixo astral, desânimo, mau humor que é até natural, mas o medo de não conseguir chegar ao objetivo determinado e que as "forças" estão se esvairindo faz com que alguns recorram a algumas muletas e entre elas estão os medicamentos indicados para auxiliarem no emagrecimento.

Estas muletas em alguns casos são necessárias.

Para tanto, apenas o MÉDICO poderá prescrever qual a medicação mais indicada após uma avaliação criteriosa e sensata. Com esta muleta poderosa, geralmente os organismos respondem à altura, emagrecendo.

Eventualmente uma azia, enjôo, náuseas, boca seca, tonturas, irritabilidade são alguns sintomas indesejáveis que serão prontamente assimilados pelo organismo até este entender que está havendo uma indução química e, portanto, há a necessidade de um tempo para este entendimento biológico. Este processo se chama "sensibilizar".

Sob orientação de um profissional, esta conduta se torna adequada e como já disse em alguns casos necessária. O uso e o desuso desta muleta ficará a critério deste profissional.

Acontece que uma grande parte dos usuários por falta de critério, e algumas vezes, falta de orientação e discernimento simplesmente continuam a ingerir os medicamentos por longos períodos ou então, interrompem abruptamente provocando assim, mais instabilidade no organismo.

A partir do momento em que houve a indicação medicamentosa como suporte, é imprescindível que esta seja seguida corretamente, tanto para o início do processo como para seu final.

Diminuir as dosagens gradualmente para que o organismo não se ressinta e continue a responder voluntariamente é chamado "dissensibilizar". O organismo precisa de um tempo para entender o que está acontecendo...

Quando não se segue esta conduta ou outra proposta pelo médico responsável acontece o que chamamos de "Síndrome Rebote". Há uma confusão generalizada. O organismo entra em uma desorganização química provocando assim, oscilações de peso ou ainda uma recuperação rápida dos quilos que haviam sido eliminados.

Depositar todo sucesso ou fracasso aos medicamentos quando se submeteu a um programa de emagrecimento é, no mínimo, perigoso e tendencioso, pois o medicamento foi apenas uma das bases e não a base toda de um grande projeto.    

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