Trabalho: carga horária real x ideal

Por dia, a carga horária de trabalho ideal é de 6 a 7 horas

Trabalho carga horária real x ideal

Quem nunca fez hora extra que atire a primeira pedra. Aquele "chorinho" depois do horário para terminar alguma tarefa, responder um e-mail ou marcar uma reunião para o dia seguinte. E quando isso vira um hábito? Muitas vezes exageramos e a diferença entre quanto trabalhamos para quanto deveríamos trabalhar, extrapola (muito!) o ideal.

Por dia, a carga horária de trabalho ideal é de 6 a 7 horas. Mesmo assim, muitos contratos já prevêem tarefas além desse período. A coisa fica ainda pior quando as pessoas cobram demais de si próprias, fato que acontece muito mais com as mulheres, como indicou Pedro Eduardo Rodrigues, coach de carreira e consultor de imagem.

"A mulher assume, desde sua inserção no mundo acadêmico ao espaço corporativo, diversos papéis que, quando comparados aos dos homens, superam a carga horária ideal", explica Rodrigues.

O profissional continua: "Com grandes jornadas de trabalho, a mulher torna-se sedentária e não consegue tempo para cuidar de sua saúde". Além, claro, dos diversos problemas psicológicos que podem ser trazidos pelo estresse diário.

Rodrigues recomenda que as pessoas alinhem sua carreira com a vida pessoal pretendida. "Utilizo comumente uma ferramenta chamada ‘Roda da Vida’, na qual eu e a cliente analisamos juntos alguns aspectos, como: relacionamento familiar, social e espiritual, saúde, trabalho e vida financeira", diz o coach.

Nessa análise, o índice de satisfação no aspecto financeiro costuma ser alto, mas os demais tópicos costumam conter índices baixíssimos de contentamento.

Faça o teste

Além da carga que consta em seu holerite, pense em quantas horas você realmente trabalha diariamente. Compare com o ideal de, no máximo, 7 horas por dia. Quantas horas você trabalha a mais que o indicado? Uma, três, cinco? Depois de organizar essa equação, questione a si mesma se isso é, de fato, necessário para que você seja plenamente feliz, se você precisa ultrapassar seus limites para ser competente.

"Na maioria das vezes, é preciso abrir mão de uma intensa jornada de trabalho ou de um cargo de alta gestão que demanda tempo em viagens, reuniões e compromissos extras", alerta o consultor. E não há qualquer problema em não ser chefe de uma sessão. Não é demérito algum. Muito pelo contrário, se você estiver feliz.

Se não puder abrir mão de um cargo, que tal fazer parte da sua jornada em casa, praticando o home office? Você pode acordar cedo, mandar alguns e-mail e marcar compromissos enquanto toma café com seus filhos e se prepara para levá-los à escola.

Repense as prioridades e o quanto vale se sacrificar por alguns reais a mais ou um status mais alto. Às vezes, o simples ato de pegar os filhos na escola e conversar com eles antes de chegar em casa pode ser muito mais proveitoso que um zero a mais na conta bancária.

Contatos:

Pedro Eduardo Rodrigues - coach de carreira e consultor de imagem

Juliany Bernardo (MBPress)


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