Tríade da mulher atleta - cuidado com o exagero nos exercícios!

Moderação é a palavra de ordem também para os exercícios

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A síndrome da Tríade da Mulher Atleta é a prova de que tudo em excesso pode fazer mal. Nessa condição clínica, as mulheres sofrem com osteoporose, distúrbios alimentares e diminuição da menstruação - que pode chegar a parar. Tudo isso por fazer exercícios demais e não se alimentar ou dormir corretamente.

Parece exagerado dizer que uma rotina de exercícios pode causar tantos problemas, mas é possível. Como diz a Profª Dra. Maíta Poli de Araujo, pós-doutora em ginecologia e especialista em medicina esportiva: "Essa condição é caracterizada pela baixa disponibilidade energética associada à baixa densidade mineral óssea e disfunções menstruais", explica. O distúrbio pode se manifestar na presença de um ou mais destes componentes.

A disponibilidade energética é definida como a energia restante após uma atividade. "Um balanço energético negativo, como comer pouco e treinar muito, pode desencadear os outros componentes da Tríade. E, por interferir no controle neuroendócrino, provoca alterações menstruais, como deixar o ciclo mais longo, ou amenorreia (ausência de menstruação)", alerta a Dra. Araujo.

As alterações menstruais, causadas pelo balanço energético negativo, podem resultar na diminuição do estrogênio - principal hormônio do corpo feminino -, e é aí que se fecha o triângulo. Dentre as diversas funções do estrogênio está a de remodelação óssea e quando esta apresenta problemas, a densidade mineral óssea é prejudicada, provocando a osteoporose.

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Existem grupos de risco para a Tríade?

Alguns exercícios aumentam as chances de a mulher desenvolver essa condição, como é o caso da ginástica rítmica, saltos ornamentais e ballet - esportes que lidam com biótipos magros - ou que fazem controle de peso, como judô e boxe. O professor de educação física Daniel Paulino acrescenta: "Exercícios que induzem a redução acentuada da massa corporal, como os de ‘endurance’, também favorecem o desenvolvimento da condição".

"Para que o treinamento seja bem sucedido, a carga de treino deve ser compatível com cada indivíduo, o repouso deve ser preservado e a alimentação adequada", finaliza o professor.

Caso a Tríade da Mulher Atleta já tenha se estabelecido em seu organismo, diminua o volume de treino, garantindo um balanço energético favorável. Procure ajuda de médicos, nutricionistas, ginecologistas e até mesmo psicólogos - no caso de distúrbios mais graves como anorexia e bulimia.

Mas não esqueça que o melhor tratamento é a prevenção. Certifique-se de que seus exames periódicos estão em dia, faça acompanhamento físico sempre que se exercitar e preze pela moderação, comendo e dormindo regular e corretamente.

Contatos:

Professores docentes da Universidade Anhembi Morumbi


Juliany Bernardo (MBPress)

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