Um dia já fomos crianças I

  • Facebook
  • Pinterest
  • Twitter
  • Google+
Um dia já fomos crianças I

Com a aproximação do dia das crianças, faz-se interessante refletir sobre nossa trajetória de crescimento e sobre a de nossos filhos e, por este motivo, o texto de hoje abordará questões relativas ao desenvolvimento infantil.

Cada um de nós nasce com uma individualidade própria. Primeiro, em razão das potencialidades estabelecidas pelo equipamento hereditário, os genes; segundo, devido à interferência do meio na formação da personalidade.

Para o recém nascido, o ambiente consiste num único indivíduo - a mãe, ou um substituto dela - que não é percebido como uma entidade distinta, mas como

uma continuação de si mesmo.É simplesmente parte de suas necessidades e satisfações. A fome e a sede são necessidades básicas que precisam ser satisfeitas, e se não forem prontamente atendidas, poderão gerar tensões intensas e dolorosas no bebê.

As relações envolvidas no atendimento materno são as mais importantes experiências iniciais do bebê e podem ter efeitos duradouros sobre o desenvolvimento da personalidade. A mãe deve ser afetuosa, calma, decidida e contar com orientação especializada de um pediatra. Não se deve temer fracassar na função materna.

As mães precisam de aproximadamente seis semanas para se recuperarem fisicamente do parto, e é por essa época que o bebê adquire novas habilidades, tornando-se mais sociável e permanecendo alerta a maior parte do tempo. A partir dos oito meses começa a engatinhar e essa experiência aumenta seu desenvolvimento cognitivo. A linguagem também tem início nessa fase e deve ser estimulada.

Muitos estudiosos consideram os dezoito primeiros meses de vida como um período muito importante, no qual se forma a base para o desenvolvimento posterior. A capacidade de enfrentar desafios, como a aquisição de novos conhecimentos e novas relações, é desenvolvida durante esse período, em conseqüência da interação com os pais. O sentido de confiança e desconfiança é formado nessa fase, podendo influenciar o relacionamento futuro com os companheiros.

A transição de bebê para criança ocorre aproximadamente aos dezoito meses de idade. A criança deseja saber o nome de tudo, e as brincadeiras mudam, à medida que consegue identificar e nomear os objetos. Torna-se subitamente falante e mais inteligente, desenvolvendo novas habilidades. Essas novas habilidades levam de três a quatro anos para serem dominadas completamente, e coincidem com o período pré-escolar, que vai até aos seis anos de idade. Nesse período o mundo da criança se amplia e as novas habilidades adquiridas influenciam o desenvolvimento do seu auto-conceito. Ela agora é capaz de compreender o que os outros dizem a respeito de suas habilidades e dificuldades. Todas essas mudanças exigem que os pais se ajustem a uma criança cada vez mais independente.

A pré-escola oferece a oportunidade à criança de se relacionar com outras crianças de sua idade e com o sexo oposto, desenvolvendo atividades específicas com orientação especializada de um professor. Se o início da pré-escola coincidir com a chegada de um irmãozinho, é melhor aguardar um pouco para colocar o primogênito na escolinha, pois isso permite amenizar o ciúme natural que ocorre nessa situação. A orientação dada à criança em forma de limite exige obediência. Porém esses limites devem ser consistentes (o que está proibido hoje, estará proibido também amanhã), razoáveis (a criança deve entender e ser capaz de executá-los), estarem de comum acordo entre os pais e serem realmente necessários. O tom de voz pode ser enérgico, mas com serenidade e sem gritos.


Educando com paciência, a autoridade adquire um significado mais compreensível. Na próxima semana nosso texto dará continuidade ao tema do desenvolvimento da criança iniciado hoje. Não percam!

  • Facebook
  • Pinterest
  • Twitter
  • Google+

Comente

Últimas