Um dia já fomos crianças II

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Um dia já fomos crianças II

Este texto é uma continuaçãodo artigo publicado na semana passada (por ocasião do dia das crianças) e aborda outras fases do desenvolvimento infantil, iniciando pelo período em que a criança entra na escola.

O diálogo na família, em especial entre pais e filhos, abre as portas para um relacionamento de confiança que se estende por toda a vida. A conversa franca e sincera, onde as pessoas envolvidas são capazes de ouvir e ser ouvidas, aumenta a segurança dos filhos, que se sentem apoiados e compreendidos. Quanto mais cedo o diálogo se iniciar, mais ele se tornará natural e parte do relacionamento familiar.

Por volta dos sete anos, a criança está pronta para o domínio das operações concretas e para as exigências da escola regular. Normas crescentes são exigidas, como ficar sentada, concentrar-se

e obedecer regras. Mesmo para as crianças que freqüentaram a pré-escola, essas regras são fatores geradores de tensão. Essa tensão, porém, é recompensada à medida que a leitura e a escrita colocam um novo mundo à sua disposição.

Dos seis aos doze anos a criança passa das operações concretas primitivas ao pleno uso da lógica. Essa não é a única mudança importante nesse longo período, no qual se formam as amizades e a criança aprende a brincar e a trabalhar com os outros. A liderança e a popularidade com os companheiros se desenvolvem, prossegue o aprendizado sobre as diferenças sexuais e amplia-se o sentido de independência.

Os pais percebem a importância de deixá-la fazer novas tarefas sozinha. Freud denominava esse período de latência, pois essa é uma época de mudanças sutis, se comparada ao próximo período,

a adolescência. Os pais educam seus filhos com palavras, ordens e castigos, mas seu exemplo exerce grande influência na formação da personalidade da criança, que desde bem cedo é capaz de reconhecer contradições entre as palavras e os atos.

O modo de viver dos pais, isto é, seu trabalho, suas preocupações, os seus gostos, suas conversas, seus amigos, seu humor e sua atenção com uns e outros, tudo isso é percebido pela criança, que aprende mais pelo que assiste em casa do que pelo que dizem ou tentam ensiná-la diretamente.

Em algum momento, por volta dos onze aos treze anos de idade, o agradável equilíbrio da criança se perde e um novo ciclo se inicia.É a puberdade que chega, com sua complexa série de mudanças físicas e psíquicas.

Não existe nenhuma receita mágica para tornar-se boa mãe ou bom pai. Alguns conhecimentos da psicologia infantil podem facilitar a tarefa de educar, pois descrevem as diversas etapas

do desenvolvimento comuns à maioria das crianças. Se houver compreensão, equilíbrio e dedicação, a criança terá plenas condições para desenvolver suas potencialidades e se tornar um adulto bem estruturado.


Não podemos esquecer que os pais são pessoas com necessidades, qualidades e fraquezas. Seus sentimentos, desejos e a interpretação de tudo que vivenciaram certamente influenciarão na educação que darão a seus próprios filhos.

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