Viver com Fé

Famosos conseguiram superar problemas psicológicos e familiares através da fé

Viver com Fé

Foto: divulgação / GNT

No Brasil, 73% da população tem alguma crença religiosa, segundo um estudo do norte-americano Phil Zuckerman. A religião está presente desde o grande número de igrejas e centros de culto até os cumprimentos que todo mundo usa, sendo ou não crente, como o famoso "vá com Deus". Mas não é só isso, a de algumas pessoas as leva a superar problemas psicológicos e familiares. E, acredite, os famosos também creem.

O programa "Viver com Fé" da atriz Cissa Guimarães, aborda esse tema trazendo depoimentos de diversos artistas, a respeito de como a fé e a religiosidade atuam na vida de cada um deles. Cissa, que perdeu o filho de 18 anos num acidente de carro em 2010, teve que se segurar muito em sua crença para suportar a dor da perda e agora explorar o assunto em seu novo programa do canal GNT.

Muita gente já passou pela conversa com a atriz, como, por exemplo, um dos maiores cantores da música brasileira, Gilberto Gil, que perdeu um filho nas mesmas circunstâncias que Cissa. O músico de 70 anos conta que a lembrança mantém viva a ligação com o filho. "Por ele que se foi é que eu quero seguir vivendo", diz Gil.

Carlinhos de Jesus também passou pela experiência da morte de um filho. Carlos Eduardo, de 32 anos que foi morto em 2011, e o coreógrafo afirma ter conseguido seguir em frente por meio de sua . "Eu não choro de tristeza, choro de saudade e eu o vejo de uma outra forma, mais tranquilo e sereno", disse Carlinhos em entrevista ao programa e completa: "Fé é o antídoto da tristeza, o remédio da cura. A gente vai ao médico para curar os males do corpo e vai à fé para curar os males da alma".

O desabafo sobre perda de filhos vem também pela atriz Ana Rosa que superou a morte de dois filhos. O primeiro, Maurício, teve leucemia, sem cura na época, com um ano de idade e isso estarreceu a atriz: "Perguntava por que eu, por que meu filho. Eu tinha 18 anos. Briguei com Deus, literalmente", conta ela. A segunda perda foi de sua filha, Ana Luíza, aos 18 anos, vítima de um atropelamento. Dessa vez, sua crença amenizou a dor. "Não fiquei revoltada. O espiritismo me deu força para passar por aquilo. Foi um tripé: o espiritismo, o trabalho e a terapia. Sem eles, teria pirado! Sei lá o que eu ia fazer da minha vida!", desabafa.

E a não se manifesta apenas na superação da morte de entes queridos. Elba Ramalho já presenciou dois milagres. O primeiro aconteceu após ela visitar um grupo que estudava as aparições de Nossa Senhora, considerada santa pelos católicos. Água salgada começou a brotar da imagem que a cantora tinha em casa, formando até poças pelo piso. "Era um gostinho de lágrima", contou à Cissa Guimarães. O segundo aconteceu durante uma entrevista dentro de um Santuário da mesma santa, onde a imagem no altar teria começado a verter mel pelos olhos. O fenômeno durou seis meses e até a apresentadora do "Viver com Fé" afirma ter presenciado o ocorrido.

A , coisa dos antigos que é passada através das gerações, movimenta sentimentos, ações, festas, oferendas e os mais diversos atos de devoção. A cantora Maria Bethânia, de 67 anos, lembra de sua falecida mãe, Dona Canô, que citava repetidamente uma mesma frase que condensa em si toda uma ideologia: "Ninguém pode viver sem amor, sem festa e sem devoção".

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Juliany Bernardo (MBPress)

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