10 mitos sobre atividade física

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10 mitos sobre atividade física

Sabe aquela famosa frase que começa com as palavras "eu ouvi dizer que..."? Ela também já invadiu o mundo das academias. E achando que sabem tudo, os alunos chegam às aulas cheios de informações erradas na cabeça, dando um trabalhão para o personal trainer, que precisa convencer o aspirante a atleta de que ele está equivocado.

E para que você também não tome como verdade tudo o que ouve por aí, o MaisEquilíbrio selecionou os 10 mitos mais comuns entre os iniciantes na atividade física e pediu para a professora de musculação e personal trainer Pollyana Takao, da unidade Eldorado da Bodytech esclarecê-los de uma vez:

Treinar em jejum emagrece

Em jejum a glicemia está baixa e nessa circunstância priorizamos a glicose como fonte de energia. Entretanto a glicose é a única fonte de energia para o sistema nervoso central (cérebro). Assim, durante o exercício, utilizamos a glicose muscular como fonte energética, depredando massa magra.

Além disso, a glicose é necessária também no processo de queima de gordura. Portanto, ao treinar em jejum a pessoa lentifica a oxidação (queima) de gordura, por não ter aporte de glicose suficiente para tal, e estimula a degradação de massa magra para realização do exercício.

Abdominal queima gordura

Exercícios abdominais têm por objetivo fortalecer os músculos abdominais. A energia utilizada durante o exercício provém do sistema circulatório e não da gordura estocada na região abdominal. A melhor estratégia para queimar gordura abdominal é intensificar o treino aeróbio e seguir à risca a dieta.

Usar roupas para fazer suar mais aumenta a queima de gordura

Utilizar muitas roupas só intensifica a sudorese, o que pode causar desidratação, acarretando em mal estar e até em desmaio. Todos esses sintomas causam desconforto e corroboram para a execução de um treino menos efetivo, ou seja, menos intenso e duradouro. O peso na balança pode até diminuir por alguns dias, mas isso é resultado da perda de líquidos e não de massa gorda. Ao reidratar o peso se restabelecerá.

A gordura vira músculo com treinamento físico

Não! Nosso corpo não tem a capacidade de transformar músculo em gordura ou vice-versa. O treinamento resistido (como, por exemplo, a musculação) estimula a síntese protéica, ou seja, a produção de massa magra. O que acontece é que com o treinamento sistemático, aumentamos nossa massa magra e eliminamos massa gorda.

Após a atividade física, você deve sentir dor para que o exercício surta efeito

Não necessariamente. A dor muscular tardia advinda do treinamento é uma resposta inflamatória às microlesões musculares geradas pelo treinamento. Entretanto, cada sujeito responde de maneira diferente a esse processo. O que realmente é necessário para a adaptação positiva do corpo ao treinamento é o repouso. Muitos não sabem, mas treinar muito inibe tal processo.

Somente exercício localizado auxilia na redução de medidas

Pode ajudar. Se for um treino localizado intenso aumenta o gasto calórico pós-exercício auxiliando na queima de gordura. Entretanto, a melhor estratégia para a redução de medidas é dieta e treinamento aeróbio intervalado intensivo.

Corrida com passos largos potencializam o processo de emagrecimento

O que devemos observar quando se fala em queima calórica é a intensidade e volume do exercício. Se correr a passos largos significar aumentar a intensidade do esforço, então, sim. Entretanto se ao aumentar a largura da passada o sujeito reduzir a frequência de passada, mantendo a velocidade da corrida, então, dá na mesma.

O exercício só começa a funcionar depois de meia hora

Não! Nosso corpo não contabiliza o esforço dessa forma. A variável mais importante a se analisar é a frequência de treino e não o volume de treino diário. É mais interessante para a saúde e para a queima calórica que o sujeito treine 20 minutos em cinco dias na semana do que treino 100 minutos em um único dia, pois nosso metabolismo continua em alta atividade pós-exercício proporcionando um gasto calórico aumentado nesse período. Ao segmentarmos o treinamento proporcionamos um maior período de atividade metabólica aumentada.

Malhar só aos fins de semana não compensa

Exercitar-se é sempre bom. O perigo é o indivíduo levar uma vida desregrada ao longo de toda a semana, sem praticar nenhum tipo de exercício físico e aos finais de semana querer fazer exercícios de alta intensidade. O ideal é que crie-se uma rotina de treino semanal, com ao menos duas sessões de treino ao longo da semana. Isso já reduzirá significativamente o risco de adquirir uma doença cardiovascular.

Musculação engorda

Não! O treinamento resistido estimula a síntese protéica e não a síntese de gordura. O que acontece é que dependendo do método de treino de musculação utilizado pode ocorrer um inchaço local temporário.


Juliana Falcão (MBPress)

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