Caminhada

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Saiba quais os benefícios que andar pode trazer para a sua saúde

Caminhada

Foto: Dreamstime

Indicada para quem quer abandonar de vez o sedentarismo, a caminhada é um exercício aeróbio de menor intensidade que reduz as chances de lesões, sem falar que ele é um excelente queimador de calorias. Mas, será que andar daqui ali por dez minutos serve? A resposta é não.

Apesar de ser um exercício bastante eficaz para quem quer emagrecer, a quantidade diária de passos dados deve ser igual ou superior a 10.000, pelo menos é o que afirma pesquisa realizada pela Universidades de Michigan, que classifica essa quantidade de passos como ideal para que uma pessoa possa se uma ex-sedentária.

Segundo o fisioterapeuta Ivan Mattiaso, a educação social e a etiqueta condicionam o caminhar corriqueiro deixando-o muito duro, sem movimento dos braços e do quadril, além de causar choque no calcanhar. Andamos da forma errada e por isso precisamos ter atenção redobrada durante o exercício. "A movimentação pendular dos braços é responsável pela respiração, assim como a soltura da bacia; o travamento da bacia e do pulmão pode ser causado pela contração abdominal, comum nas mulheres", afirma o médico.

Marchas leves, quadris soltos, aumento gradativo no percurso e intensidade gradativa nos exercícios são fundamentais para melhorar o condicionamento físico adequado, uma vez que o organismo precisa ser adaptado. Afinal, movimentar o corpo é importantíssimo para a saúde, mas quando o organismo não está preparado, isso pode acarretar traumas ou lesões.

De acordo com o ortopedista Fabio Ravaglia, é importante levantar alguns aspectos para que você saia do sedentarismo sem atribuir prejuízos à sua saúde. "As pessoas que não têm bom condicionamento físico podem ter dores na canela ou nos pés, ocorrência comum em quem não está preparado, usa calçado inadequado ou exagera no exercício. As que estão acima do peso também precisam ter cautela porque o corpo com maior volume provoca mais impacto quando se movimenta", explica.

Outro cuidado que não deve ser descartado é a escolha do tênis e do local do treino. A dureza do solo está em relação direta com forçar ou não as articulações: quanto mais duro, maior o impacto para as articulações. A esteira é mais dura que o asfalto, que é mais duro que a terra e a grama, que é diferente de andar com a água abaixo dos joelhos. Ou seja, quanto mais o solo é macio, maior a capacidade de absorver o impacto do peso do corpo em movimento. Por isso a escolha do tênis certo para andar em cada terreno é importantíssimo, uma vez que ajuda a absorver o impacto. Prefira calçados com amortecimento, especialmente no caso de caminhada em solo mais duro, pois além de diminuir os efeitos do impacto sobre as articulações eles ainda ajudam a conter a fadiga muscular.

Ainda segundo o ortopedista, caminhar costuma ser relaxante e ajuda a diminuir o estresse, mas para não ter surpresas futuras, esteja atento à postura durante o exercício. "A cabeça deve estar centrada nos ombros; o queixo, paralelo ao chão; os ombros, alinhados com o tórax; os braços para baixo e levemente dobrados; as mãos, ligeiramente curvas; o abdome contraído para manter a coluna ereta e protegida; nunca movimente o quadril para os lados; o calcanhar toca primeiro o chão (na pisada correta rola-se o pé a partir do calcanhar no sentido do arco e dos dedos, complementando sempre essa sequência antes de mudar para o próximo passo)", ensina o ortopedista que alerta para importância de respirar corretamente. "A dica para a respiração é concentrar-se em mantê-la suave, profunda e regular, o que ajuda o coração a bater ritmadamente", finaliza Ravaglia.

Por Paula Perdiz

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