Conheça Stiletto, a dança do salto alto

Feminilidade e sensualidade são exaltadas nas coreografias

Conheça Stiletto a dança do salto alto

Há cerca de seis anos, o Stiletto se tornou uma dança requisitada no mundo pop. Criado por Dana Foglia, professora na Broadway Dance Center, esse estilo se propagou pelo charmoso detalhe de unir a dança urbana com o sexy salto alto, que há anos já era utilizado em classes de Jazz.

Se você reparar, Madonna, Britney Spears, Pussycat Dolls e a diva Beyoncé já aderiram à moda. E não são só mulheres que podem se jogar nesses passinhos, não! O grupo ucraniano Kazaki, formado por quatro homens, vira e mexe contribui no corpo de dançarinos da Rainha do Pop com o acessório feminino.

Em conversa com Marcos Aprígio, professor, bailarino e coreógrafo de danças urbanas, descobrimos o grande ponto positivo dessa dança: "O grande trunfo que caracteriza o Stiletto é a feminilidade e a sensualidade".

Atualmente, você pode aflorar ou reforçar essas qualidades tomando aulas em academias de dança. Com até três horas de aula por semana e dedicação, espere ainda perder peso e trabalhar sua concentração e coordenação física. "Tudo isso exige grande esforço, e é possível perder acima de 600 calorias por aula", afirma o professor.

Fora isso, Aprígio ainda ressalta: "O Stiletto visa trabalhar as linhas do corpo e técnicas como equilíbrio, postura, confiança, maturidade e clareza dos movimentos, entre outros benefícios que a dança trás, como coordenação, concentração e fortalecimento do corpo". As aulas avulsas fora de academias estão sendo cobradas entre R$ 50 e R$ 100.

Para as alunas iniciantes, o coreógrafo indica que "sempre" é preciso ter um cuidado especial: "Convenhamos que não seja comum dançar com saltos, por isso é preciso auxílio de um bom profissional para orientá-las". Em seus cursos, Aprígio recomenda que as novatas apostem em saltos baixos e confortáveis, de 8 a 10 cm.

Vale lembrar que quando se trata de atividades que utilizam acessórios especiais, todo cuidado é pouco. "A prática e uma orientação profissional é fundamental, respeitando os limites do corpo de cada um e tendo em mente que uma lesão pode levar meses e até anos para recuperar", lembra o bailarino.

Para alunas que já estejam lesionadas, com problema nos joelhos, por exemplo, o recomendado "é que se tenha uma liberação médica para dançar o Stiletto ou fazer qualquer atividade de impacto".

Com a saúde em dia, basta tirar seu salto do armário e se jogar nessa dança!

*Marcos Aprígio, professor, bailarino e coreógrafo de danças urbanas. Ministrou e cursos em academias e estúdios de dança como Anna Moura, La Danse, Deborah Colker, Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, Body Tech, entre outros. Faz workshops por todo o Brasil.

Alessandra Vespa


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