Do Pan ao Parapan - Desafio redobrado!

Do Pan ao Parapan  Desafio redobrado

Para muitas pessoas, curiosidade. Para outras, novidade! O ParaPan Americano serviu para todo mundo ver o que realmente o esporte é capaz de realizar,

No topo da competição, o Brasil sai vencedor com 83 medalhas de ouro, 68 de prata e 77 de bronze! Mesmo que a mídia não tenha concentrado esforços similares à cobertura dos Jogos Pan Americanos, assistir aos jogos não só nos fez torcer pelos atletas brasileiros, que saíram vitoriosos nesta competição, como refletir sobre nossos próprios limites, força de vontade, dedicação e superação das nossas capacidades. Isso faz pensar na terrível preguiça que temos de acordar mais cedo, ou de ir a pé trabalhar, ou de deixar para amanhã o início de uma atividade física.

Cada atleta que compete são histórias de vida, que conseguiram através do esporte mudar seu sentido; sentido este que talvez antes nem existisse, mas que a partir de uma suposta tragédia, deu-se a glória e a vitória, juntamente com uma luta maravilhosa pela vida. Mirar-se no exemplo destes atletas é motivar-se para praticar um esporte ou uma atividade física, por mínima que seja, como a caminhada.

Esportes adaptados fazem parte deste campeonato trazendo modalidades distintas com a qual a vitória, em muitas delas, já abre o caminho para as ParaOlimpíadas de Pequim em 2008. São elas: o atletismo, basquete em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, judô, natação, levantamento de peso, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e voleibol sentado.

Conheça um pouco mais sobre cada uma destas modalidades:

ATLETISMO: atletas com deficiência visual, física e intelectual podem disputar as provas de pista e de campo (arremessos, lançamentos e saltos).

As adaptações variam de acordo com a deficiência dos atletas. Nas corridas, por exemplo, os competidores cegos são acompanhados por um guia que tem a função de orientá-los no que se refere às delimitações da pista. As pessoas que sofreram amputação nas pernas podem usar próteses especiais e os que não podem caminhar competem em cadeiras de 3 rodas.

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS: foi o primeiro esporte adaptado praticado no Brasil e uma das modalidades que mais atrai público nos jogos paraolímpicos.

O jogo é disputado apenas por atletas com deficiência físico-motora, sob as regras adaptadas da Federação Internacional de Basquetebol Amador (FIBA). A quadra, a tabela, o número de jogadores e as principais regras são as mesmas do basquete convencional. A principal diferença está na composição da equipe. Os atletas recebem a classificação funcional de acordo com seu comprometimento motor, variando de 01 a 4,5 pontos. Para maior competitividade, quanto maior for o comprometimento motor do atleta, menor será sua pontuação. A soma dos pontos aos 5 atletas que estiverem em quadra não pode, em nenhum momento do jogo, ultrapassar 14 pontos.

FUTEBOL DE 5: é praticado por atletas com deficiência visual. Apenas o goleiro enxerga perfeitamente. A modalidade é praticada em quadras de futebol adaptadas que devem ser preferivelmente a céu abeto. Próximos as linhas laterais existem 2 bandas de 1,20m de altura que impedem que a bola saia do campo de competição. Cada equipe é formada por 5 jogadores, sendo que os jogadores de linha devem utilizar uma venda nos olhos para que atletas com diferentes níveis de deficiência visual fiquem em igualdade de condições. A bola tem guizos internos para viabilizar a sua localização.

FUTEBOL DE 7: praticado por paralisados cerebrais, em um campo de 75m x 55m, com balizas (gol) de 5m x 2m. O regulamento tem algumas variações em relação a FIFA. Cada equipe é composta por 7 jogadores e duração de 60 minutos. Os jogadores pertencem às classes menos afetadas pela paralisia.

Cada equipe tem que ter pelo menos um jogador da classe mais afetada. Caso não tenha jogador correspondente para substituir, joga-se com 6. Não há regra de impedimento e a cobrança da lateral pode ser feita com apenas uma das mãos. Chegou ao Brasil após 11 anos da sua criação em l989.

JUDÔ: praticado por atletas com deficiência visual, segue as mesmas regras da Federação Internacional de Judô (IJF). A pegada do judô adaptado deve estar estabelecida para o início da luta e o abandono da área de combate não resulta em punição para o atleta.

LEVANTAMENTO DE PESO: é praticado exclusivamente por lesionados da coluna vertebral, que competem deitados durante as tentativas. Enquanto a modalidade olímpica desenvolve força explosiva com movimentos de arranque e de tempo, no para-olímpico desenvolve a força máxima.

O tempo para conclusão da apresentação é de 2 minutos. Vence quem conseguir a maior soma de pesos levantados em 3 chances.

NATAÇÃO: homens e mulheres com todos os tipos de deficiência disputam as provas de natação. As baterias podem ser individuais ou de revezamento, e as competições são de 50 a 800 m, nos quatro estilos: livre, peito, costas e borboleta. As regras são similares a sua vertente olímpica, com adaptações em especial, com relação às largadas, viradas e chegadas. Aos nadadores cegos permite-se receber aviso dos treinadores quando estão se aproximando das bordas.

TÊNIS DE MESA: são divididas basicamente em andantes e cadeirantes, e os jogos podem ser individuais e em duplas. Competem nessa modalidade homens e mulheres com paralisia cerebral, amputados e cadeirantes. As regras nas competições para-olímpicas são praticamente as mesmas do esporte convencional, com sutis adaptações para os atletas em cadeiras de rodas em especial, no que se refere á distância entre o suporte da mesa e os atletas.

TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS: é a modalidade que mais vem crescendo nos últimos anos. As regras aplicadas são praticamente as mesmas. Há diferenciações em relação à bola que pode quicar duas vezes, e as raquetes têm uma tira lateral que lhes conferem maior durabilidade. Além disso, as adaptações nos equipamentos, pois as cadeiras são mais leves que o habitual.

VÔLEI SENTADO: é jogado com o atleta sentado. Ele se diferencia do olímpico basicamente pelas dimensões reduzidas da quadra (10m x 6m) e pela altura da rede que é de 1,15m no masculino e 1,05m no feminino. O sistema de pontuação é o mesmo da competição olímpica e as regras do esporte sofrem pequenas adaptações. O bloqueio do saque é permitido e todos os jogadores devem manter pelo menos uma parte do corpo sempre em contato com o chão. No vôlei sentado, os atletas são deficientes físicos, e a maioria dos participantes tem algum membro amputado.

Dados coletados do site oficial dos Jogos ParaPan Americanos Rio 2007

Para mais informações clique aqui.

   

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