Endorfina: hormônio do bem-estar

Exercícios físicos ajudam a liberar essa substância no corpo

Endorfina hormônio do bemestar

Sair do sedentarismo realmente não é uma tarefa muito fácil. Mas depois que damos o primeiro passo, os benefícios logo aparecem. Um deles é a sensação de prazer e bem-estar, que nos motiva a repetir o treino no dia seguinte para manter nosso humor em dia.

Essa sensação boa é causada pela endorfina, junção das palavras endo (interno) e morfina (analgésico). Este hormônio é produzido pela glândula hipófise quando submetemos nosso corpo a exercícios físicos. Ele é liberado no sangue com outros hormônios, o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) responsável por estimular a produção de adrenalina e cortisol, e o GH, conhecido como o hormônio do crescimento.

Dr. Roberto Ranzini, médico do Esporte e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), explica que a endorfina é liberada quando realizamos qualquer tipo de exercício físico de moderado a intenso e, principalmente, de longa duração, com pelo menos 30 minutos, como corrida, bicicleta, natação etc.

A quantidade de endorfina liberada varia de acordo com a intensidade e duração do exercício. "O hormônio produz uma sensação de bem-estar e, por isso, inibe os mecanismos da dor. Sua ausência pode levar ao aumento da sensibilidade à dor, depressão psicológica, diminuição da capacidade de realizar exercícios físicos entre outros problemas relacionados ao estresse", diz.

Quando o estímulo, no caso o exercício físico, termina, a endorfina continua a ser produzida e age ainda por uma ou duas horas. Alguns estudos apontam que o efeito pós-exercício desse hormônio pode durar até 72 horas.

O médico ressalta que a endorfina não é liberada apenas quando nos exercitamos. "O hormônio também é produzido pelo corpo quando submetido a estresse de vários tipos, como excitação psicológica, orgasmo e até mesmo consumo de pimentas ou alimentos apimentados. Já está bem fundamentado também que a acupuntura produz endorfinas."

Portanto, para manter esse analgésico natural circulando pelo seu corpo com a máxima frequência, Dr. Roberto dá as dicas. Nem todas têm comprovação científica, mas não custa nada tentar. "Realize coisas que são prazerosas, pratique relação sexual, sorria intensamente, consuma comidas apimentadas (se sua saúde permitir e de maneira moderada) e chocolate amargo."


Por Juliana Falcão (MBPress)

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