Obesidade: evite enquanto pode!

Obesidade evite enquanto pode

A obesidade tem recebido grande atenção dos pesquisadores das áreas de saúde, visto que este tem sido apontado como uma das principais causas de morte por doenças cardiovasvulares.

A definição mais aceita para obesidade é aquela que enuncia uma quantidade de gordura corporal total (que representa um dos componentes do peso corporal) acima dos padrões normais (estudo de Mc Ardle 1992; Pollock 1986).

Guedes & Guedes (1995) alertam para a importância da distinção entre obesidade e excesso de peso corporal, sendo que obesidade é uma condição na qual a quantidade de gordura corporal ultrapassa os níveis desejáveis, enquanto no excesso de peso, o peso corporal total é que excede determinados limites.

Então, há dois componentes para serem estudados: a massa corporal magra (isenta de gordura), formada pelos tecidos musculares e esqueléticos, pele, órgãos e tecidos não gordurosos e a gordura corporal, formada pela gordura essencial (acumulada na medula óssea, no coração, nos pulmões, no fígado, no baço, nos rins, nos intestinos, nos músculos e nos tecidos ricos em lipídeos, espalhados por todo o sistema nervoso central) e a gordura de reserva (gordura acumulada no tecido adiposo).

Assim sendo, o aumento de massa corporal magra pode representar uma elevação no peso corporal (como aumento da massa muscular), sem que haja aumento de gordura. Por outro lado, o excesso de peso corporal pode ocorrer pela elevação nos depósitos de gordura, com ou sem o aumento na massa corporal magra. Se o indivíduo apresentar uma quantidade muito acima do normal de gordura corporal terá um ganho de peso que pode levar a obesidade.

Os distúrbios alimentares e o sedentarismo são, sem dúvida, os principais fatores que levam o indivíduo à obesidade. O obeso começa a perceber dores lombares, dificuldade de locomoção, falta de fôlego, problemas de saúde (podendo chegar a Diabetes, complicações cardiovasculares, hipertensão arterial, entre outras), além da estética que incomoda.

Mas infelizmente muitos buscam emagrecimento de forma medicamentosa e/ou com a utilização de dietas estritamente hipocalóricas que, se forem feitas sem acompanhamento de um profissional, podem causar perdas hídricas e eletrolíticas, redução de massa magra, queda de imunidade irritabilidade e outros malefícios.

Por isso é muito importante ter um acompanhamento, para que o tratamento seja eficaz e seguro. Sem dúvida o tratamento mais efetivo e saudável, envolve uma mudança do estilo de vida, com dietas balanceadas e exercícios físicos regularmente.Além destes dois fatores, inatividade física e distúrbios alimentares, outros fatores contribuem para a obesidade, como fatores sócio-culturais, genéticos, endócrinos e metabólicos. Mas vamos nos ater aos exercícios.

É essencial a aplicação de um programa de exercícios regular, de cinco a seis vezes por semana, com exercícios aeróbios (caminhada, bicicleta etc.), musculação e alongamentos, de acordo com o nível de condicionamento físico em que o indivíduo se encontra. Por isso se torna indispensável fazer uma avaliação física.

Alguns obesos não gostam de freqüentar academias. Neste caso, devem fazer a avaliação e contratar um Personal Trainer e um nutricionista para montarem e acompanharem o programa.

Sugestão de Treino

Segundas-feiras, Quartas-Feiras e Sextas-Feiras:

  • Alongamento;
  • Caminhada de 30 a 50 minutos em ritmo de moderado a forte, controlando a freqüência cardíaca que deve estar entre 60% e 75% da freqüência cardíaca máxima (220 - idade). Você poderá substituir a caminhada por outra atividade aeróbia como bicicleta, transport, natação etc. De acordo com a atividade que a sua condição física permitir.
  • Alongamento.
  • Terças-Feiras, Quintas-Feiras e Sábados:

  • Alongamento;
  • Circuito (incluindo caminhada, bicicleta, corda e exercícios localizados);
  • Alongamento.
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