Treinamento funcional

Atividades fortalecem o corpo e trabalham os músculos em conjunto

Treinamento funcional

Exercícios que trabalham as partes do corpo separadamente já não têm mais tanta procura como antes. Na ânsia por um corpo mais enxuto e com um tempo cada vez mais escasso para atingir este objetivo, o treinamento funcional tem caído no gosto das pessoas que vivem correndo contra o relógio.

Além de trabalhar todas as partes do corpo de uma vez só, os exercícios que compõem o treinamento funcional nos prepara para as funções que executamos no dia a dia. "Os movimentos estimulam os músculos e cada articulação em sua funcionalidade, afim de desenvolver as qualidades físicas de força, resistência, flexibilidade, potência e agilidade", completa Fagner Andrade Pinto, treinador da Body Systems.

Quando comparado ao treino localizado convencional, o treino funcional se mostra superior. No primeiro dificilmente executamos movimentos que se assemelham à rotina da vida comum, enquanto o funcional é focado numa rotina que desenvolva equilíbrio e uma mecânica semelhante aos movimentos naturais do corpo. Um exemplo é uma série de agachamento unilateral ou popularmente conhecido como "afundo", que auxilia o praticante a subir escadas, pegar objetos no solo etc.

"Já no treino localizado convencional, se queremos desenvolver força na parte da frente da coxa, posicionamos o praticante numa máquina, geralmente sentado, causando a sensação de intensidade e, de fato, fortalecendo a musculatura. Porém este movimento não existe no dia a dia, pouco auxiliando para execução da tarefa e, às vezes causando um desequilíbrio muscular", diz o treinador.

Outros pontos diferenciam o treino funcional do localizado: solicitação muscular é maior - acionando os maiores músculos do corpo e seus estabilizadores exigindo muita força -, maior gasto energético e hipertrofia muscular. Com isso, os resultados com relação ao tônus muscular e fortalecimento são mais notáveis.

Os materiais para execução dos exercícios são diversos, tudo vai depender do objetivo. Os mais comuns são as plataformas instáveis, cordas de borracha, bola suíça, cones e o peso do próprio corpo. Por conta disso, o treino não é fechado e se molda de acordo com o aluno que passa, primeiramente por uma avaliação física e motora. E, por conta da alta solicitação muscular, os estímulos são diversificados periodicamente.

"Desta maneira, o resultado é mais rápido e preciso, direcionando a rotina às dificuldades do praticante. Cada pessoa possui habilidades a desenvolver ou que podem ser potencializadas, e isto é levado em consideração na hora de planejar o treinamento, desde a intensidade até a regularidade das sessões", explica Fagner.

Não há uma contraindicação específica quando o assunto é treino funcional. Cada praticante deve ser observado, afim de desenvolver atividades que se adéquem e respeitem sua necessidade e suas limitações. "O treinamento funcional é indicado para todas as pessoas, inclusive para aquelas que possuem alguma lesão, desde que observada e planejada", diz.


Juliana Falcão (MBPress)

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