Yoga com stand up paddle

Relaxe a mente e exercite o corpo com a modalidade que mistura yoga e ‘surf’

Yoga com stand up paddle

Foto: Reprodução / Supsunrise

No Hawaí e na Califórnia os amantes da yoga e surf encontraram uma maneira ainda mais interessante e desafiadora de praticar a técnica: o stand up paddle yoga. Eles aproveitam suas habilidades nas pranchas de stand up paddle para ficar mais pertinho da natureza e ainda fazer as posições que prometem aliviar o estresse dos tempos modernos.

Geraldo Castro, 40 anos, é praticante do stand up paddle yoga e oferece as aulas no Rio de Janeiro. "Depois de algumas pesquisas resolvi chamar algumas amigas que são praticantes de stand up paddle e de yoga e resolvemos ver como seria fazer as atividades juntas, como já é feito lá fora", explica.

Inclusive a prática mudou a vida de Geraldo. Durante 22 anos ele trabalhou usando carro, vivia estressado e chegou a pesar 120kg. Pegador eventual de ondas, conheceu o stand up paddle e começou a praticar com frequência. Mudou a alimentação, emagreceu e em três anos chegou aos 89kg. Largou o emprego e hoje vive das aulas de SUP yoga, das pranchas e dos acessórios que vende. "Se você me perguntar o que é o SUP pra mim, eu digo que é minha vida", afirma.

Para iniciar as aulas é preciso que a pessoa já tenha afinidade com as duas atividades: stand up paddle e yoga. E não tem idade para começar. Geraldo diz que tem alunas que vão dos 18 aos 50 anos. Tudo depende do preparo e do estilo de vida de cada um. "Ter equilíbrio é a condição principal. Também é exigido preparo físico e força muscular, uma vez que a prancha está em constante movimento."

Todas as posições feitas em solo podem ser reproduzidas na prancha. Mas vale lembrar que algumas acabam oferecendo um grau maior de dificuldade. Por isso, na água, cabe ao professor explorar a capacidade do aluno. Segundo o professor, o correto é fazer a aula com calma, passo a passo, para que não se crie nenhuma frustração nos alunos.

O stand up paddle yoga precisa ser praticado em águas calmas (mar, lagoa, canal, piscinas), pois quanto maior é a corrente ou as ondulações, mais complicado se torna a atividade. No Rio de Janeiro os possíveis locais são Lagoa Rodrigo de Freitas e Canal do Quebra Mar. "Hoje estamos fechando uma parceria com o Marina Barra Clube, para realizar as aulas na piscina do local, onde a água é tratada. As aulas serão noturnas e teremos a paz necessária para a prática", conta Geraldo.

Em locais muito abertos, é importante que o aluno saiba nadar, para que a aula tenha um andamento legal e todos possam estar concentrados em fazer as posições sem receio de cair. No caso de uma piscina com uma profundidade pequena, Castro avalia a possibilidade de receber alunos sem noções de natação, desde que seja usado um colete salva vidas.

Por exigirem mais do corpo do praticante, as aulas duram cerca de 45 minutos. E o número de vagas é bastante limitado. "Para que possamos dar atenção e observar todos os alunos, o ideal é que as aulas tenham seis alunos. Como temos uma demanda grande, estamos tentando abrir novas turmas", planeja Geraldo.


Juliana Falcão (MBPress)

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