A luta contra a obesidade

A luta contra a obesidade

O dia 11 de outubro foi instituído como o Dia Internacional da Obesidade. Em 1997, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já classificava o aumento do sobrepeso e da obesidade como epidemia. Em muitos países, mais da metade da população apresenta algum grau de excesso de peso. A epidemia é global, atingindo não somente países desenvolvidos, mas também os que estão em desenvolvimento.

Nos Estados Unidos, onde a situação é mais grave, 61% da população com idade superior a 25 anos apresentam excesso de peso. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN) de 1989 mostravam que 32% dos brasileiros acima de 18 anos estavam com excesso de peso.

A obesidade é uma doença que envolve diversos fatores, como a genética. Mas, a mudança de estilo de vida que ocorreu nas últimas décadas é o maior deles Ações e esforços para se combater o sobrepeso e a obesidade estão sendo realizados. Doenças antes somente diagnosticadas em adultos, como a diabetes tipo 2 e dislipidemias, já são encontradas em crianças. Em algumas escolas, os lanches oferecidos estão sendo questionados. Guloseimas altamente calóricas estão sendo retiradas das cantinas.

A American Obesity Association (AOA) relata o impacto da sociedade moderna no aumento da inatividade física que, aliada ao aumento da oferta de alimentos altamente calóricos, faz crescer os números do excesso de peso. Entre as características observadas pela AOA estão:

  • Transporte: aumento da utilização de carro para percorrer pequenas distâncias, diminuindo a caminhada;
  • Em casa: utilização de máquinas de lavar, consumo de alimentos pré-prontos de alta quantidade calórica e passar muito tempo assistindo televisão, utilizando o computador ou vídeo game. Isso acarreta em diminuição de trabalhos manuais, elevando o consumo de alimentos calóricos e o tempo livre é utilizado com atividades sedentárias;
  • No trabalho: aumento de atividades que estimulam o sedentarismo, através do aumento da informatização. Diminuição de trabalhos que demandam atividade física;
  • Lugares públicos: utilização de elevadores, escadas e portas automáticas, diminuindo a atividade física cotidiana.
  • Dados são impessoais. A atitude correta de cada pessoa, buscando melhor qualidade de vida, onde a boa alimentação e o aumento da atividade física estão incluídos, faz com que haja a redução da linha de crescimento do excesso de peso entre a população.

    Isso significa aumento da produtividade, diminuição de gastos com a saúde para tratar doenças associadas à obesidade, melhor qualidade de vida.

    O que fazer então? Mudar. Cada escolha alimentar é um passo dado para uma alimentação saudável. A simples decisão de sair para caminhar ao invés de ficar na frente da televisão é outro passo para aumentar a atividade física.

    Simples escolhas como, ingerir diariamente frutas, verduras e legumes, evitando frituras ou sanduíches; aumentar a ingestão de água e evitar ingerir doces todos os dias irão contribuir para a diminuição de peso ou evitarão o ganho excessivo dele.

    Assim, todos estarão contribuindo para que estatísticas que assombram estudiosos e governos possam ser reduzidas. E sua saúde vai agradecer!   

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