A obesidade mora em casa

A obesidade mora em casa

Salvo algumas exceções (raras por sinal), quando se fala em ganho de peso, a maioria das pessoas fica em sinal de alerta. Ninguém deseja fazer restrições ou mudar de estilo de vida porque está acima do peso.  

O excesso de peso, que significa estar com sobrepeso e obesidade, pode ser medido pelo Índice de Massa Corporal, o tão falado IMC (veja o quadro abaixo) pelos nutricionistas e especialistas em alimentação.

Se você está dentro da faixa normal, ou deseja eliminar 5 quilos, o seu caso não é alarmante. Entretanto, pessoas que estão na faixa limite do sobrepeso ou caminhando para a obesidade devem já tomar alguns cuidados.

Pesquisadores de todas as partes do mundo vem estudando a causa do sobrepeso e da obesidade e como tratá-la. Órgãos de Saúde, principalmente dos Estados Unidos, mostram números alarmantes da curva crescente do excesso de peso na terra do tio Sam como, também, em outras partes do mundo. Em países ricos e pobres.

Veja qual é o seu IMC:

A obesidade mora em casa

Quais as causas da obesidade?

A obesidade é uma doença multi-fatorial, ou seja, vários fatores contribuem para que ela se desenvolva. Genética e predisposição biológica, fatores culturais e étnicos são alguns observados pelos especialistas. Isso é indicado em dados fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como o que indica que 40% das mulheres dos países europeus e do mediterrâneo apresentam obesidade e o mesmo número é aplicado para as mulheres negras norte-americanas.

Apesar desses fatores, há outros dois que são responsáveis pelo crescimento acelerado do sobrepeso e obesidade. Estilo de vida e hábito alimentar.

O aumento do sedentarismo, decorrente da diminuição da atividade física, aliado a uma alimentação rica em gorduras fez com que a ingestão de calorias superasse o gasto delas. Resultado: estoque de gordura corporal.

Dentro de casa

Falando de números e órgãos de saúde, parece que a obesidade fica longe da nossa realidade. Mas não é isso o que acontece. Ela é decorrente de erros que são cometidos diariamente na alimentação, dentro de casa, nos escritórios e restaurantes. Soma-se a isso, o fato de ficar horas trabalhando sentado. E o dia-a-dia agitado que não dá tempo nem para ir à academia, caminhar no parque ou pelo bairro? A diversão é ficar descansando na frente da televisão. O jantar é feito rapidamente com alimentos congelados que são ricos em gordura. A vontade é não ter trabalho depois de um dia estressante.

E qual o exemplo para os filhos? Crianças filhas de pais obesos têm maiores chances de se tornarem adultos com excesso de peso. Isso ocorre, pois elas são estimuladas a terem como brinquedo a televisão, o vídeo game e o computador acompanhado de refrigerantes, bolachas e salgadinhos. Como "presente" de final de semana, são levadas a redes de lanchonetes em que a gordura é o nutriente principal.

Riscos

A obesidade é um fator de risco para desenvolver diabetes, doenças cardiovasculares, câncer, problemas gastrointestinais e respiratórios, artrite e hipertensão.

A diabetes tipo 2, ou não insulino-dependente, que era observada em adultos, já está sendo diagnosticada em crianças.

Diante desse quadro nada mais lógico do que o combate ao excesso de peso. Isso significa mudanças no estilo de vida e no comportamento alimentar. Ingerir frutas, verduras, legumes, carnes magras diariamente deve ser estimulado, além de restringir o consumo de alimentos ricos em açúcar e gorduras. Iniciar a prática de atividade física, três vezes por semana, irá aumentar o gasto energético, evitando que sobre energia que é convertida em gordura corporal.

Essas são atitudes que devem ser adotadas gradativamente. Provavelmente, irá modificar hábitos de toda a família. Por isso, os resultados virão a longo prazo. E a comemoração poderá ser feita em família.    

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