A vitamina D e o sol

Descubra como incentivar a produção da vitamina D no organismo

A vitamina D e o sol

A vitamina D é aquela substância produzida pelo nosso corpo com a ajuda da luz solar. Os médicos têm relatado aumento dos casos de falta dessa vitamina no organismo e há uma causa pontual e muito específica para isso acontecer. Você imagina qual é?

Se você pensou que o motivo dessa deficiência seria o medo que o câncer de pele incute nas pessoas, afastando-as do sol, está muito enganada. E a culpa também não recai sobre os protetores solares, chapéus e óculos escuros.

Segundo o dermatologista Amilton Macedo, o maior responsável por incentivar a produção da vitamina D em nosso corpo é a alimentação. "A exposição ao sol não é o único fator de influência. Se fosse assim, marinheiros, cortadores de cana e lavadeiras teriam vitamina D de sobra - e eles não têm. O sol não é suficiente para proporcionar tudo o que o corpo necessita, já que a maior fonte da vitamina é o que se come", explica ele.

Por melhor que seja o seu protetor solar, ele não vai lhe proteger totalmente dos efeitos da radiação solar. De acordo com o dermatologista, num protetor solar de filtro 90, 52% dos raios solares ultrapassam a barreira do produto. Portanto, mesmo que se use as formas corretas de proteção, não há o risco de se desenvolver uma deficiência de vitamina D apenas pela falta de sol.

"Uma hora de sol por dia já sintetiza a quantidade máxima de vitamina D necessária para nós", afirma Amilton. O sol tomado no rosto, nas mãos e nas partes expostas da pele durante o dia a dia, enquanto se vai para o trabalho, dirigindo ou andando de ônibus, faz todo o serviço sem que a pessoa precise se torrar inteira na praia.

Sem falar que a quantidade de vitamina D produzida pela sintetização da luz solar é pequena em comparação ao que pode ser obtido através da alimentação. E levando em conta que, no Brasil, há cerca de quatro casos novos de câncer de pele para cada 100.000 habitantes, continua sendo contraindicado o abuso de exposição ao sol.

A dermatologista Carolina Marçon alerta: "As medidas fotoprotetoras, como uso de roupas e chapéus, óculos escuros e a não exposição ao sol em horários extremos (das 10h às 16h), continuam como recomendação mais adequada para a prevenção do câncer de pele e do fotoenvelhecimento".

A grande questão é que as pessoas estão evitando o consumo de alimentos que concentram maior quantidade de vitamina D. "Óleo de bacalhau e mais diversos outros óleos, carnes, ovos, nata do leite... Todos esses alimentos contém a vitamina D, mas por serem ricos em gordura, as pessoas acabam evitando todos eles. As dietas restritivas são as maiores responsáveis pela atual deficiência de vitamina D nas pessoas", conta ele.

Esses alimentos ricos em vitamina D permitem que a substância participe de diversos mecanismos do nosso corpo. Por exemplo, ao juntar-se ao colesterol, forma a maioria dos hormônios, além de ser cofator da produção das imunoglobulinas, de neurotransmissores do cérebro e colaborar para a absorção do cálcio pelos ossos.

Sendo assim, a falta de vitamina D no organismo pode causar desde doenças hormonais, como obesidade e diabetes, até queda do sistema imunológico, facilitando a atuação de doenças como gripes, herpes, candidíase e, até mesmo, o câncer. Além disso, a falta de cálcio implica em osteoporose e com os neurotransmissores enfraquecidos, o sistema nervoso central fica mais propenso a desenvolver doenças neurológicas e o processo de retardo dessas doenças fica prejudicado.

Se você realmente não aceita integrar alimentos oleosos à sua dieta, uma boa alternativa são os ovos cozidos, principalmente a gema, que não têm muita gordura. Peixes, de uma forma geral, também concentram ótima quantidade de vitamina D, assim como as carnes vermelhas. Basta prepará-los de um modo mais saudável.

É importante ressaltar que esta não é uma simples falta que pode ser administrada. Em níveis críticos, as doenças citadas podem chegar a casos gravíssimos e o fator vitamina D pode ser crucial entre a vida e morte do paciente. Por isso, procure um médico e avalie o nível dessa substância em seu organismo. Se algo diferente for detectado, inicie imediatamente um processo de suplementação vitamínica.

Contatos: Dr. Amilton Macedo - Dermatologista e Dra. Carolina Marçon - Dermatologista

Juliany Bernardo (MBPress)


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