Cirurgia bariátrica

Esclareça suas dúvidas sobre redução de estômago!

Cirurgia bariátrica

De acordo com pesquisas o número de cirurgias bariátricas, ou redução de estômago, feitas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) aumentou em mais de 500% na última década.

Mas algumas dúvidas ainda rondam a cabeça de quem deseja fazer a cirurgia. Nessa matéria vamos tentar esclarecer algumas delas.

Quando é indicado?

A cirurgia não é indicada para pessoas que desejam eliminar somente alguns quilinhos. Ela é somente indicada para pessoas com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 40kg/m2, ou pessoas com IMC entre 35 e 40kg/m2 com doenças relacionadas (hipertensão arterial, diabetes, apnéia do sono, entre outras).

Além disso, é preciso uma avaliação prévia e individualizada para ver se realmente a cirurgia bariátrica é recomendável. A cirurgia deve ser a última opção para o paciente que já tentou, sem sucesso, reduzir peso por métodos tradicionais.

Quais as técnicas utilizadas?

Atualmente existem 4 técnicas cirúrgicas: balão intragástrico, banda gástrica, técnica de Scorpinaro e o bypass gástrico.

Quanto peso pode ser eliminado?

A perda de peso pode chegar até 60% do peso inicial. Mas esse valor vai variar de acordo com cada pessoa e o tipo de técnica utilizada.

Quais os cuidados nutricionais pós-cirúrgicos?

O principal cuidado diz respeito a consistência dos alimentos. Nas primeiras 2 semanas a dieta consiste somente na ingestão de líquidos. Após esse período, dependendo da pessoa, a dieta passa a ter uma consistência pastosa. E assim gradativamente, até o paciente conseguir se alimentar normalmente.

Após o processo cirúrgico, haverá modificações no organismo que podem causar intercorrências como desnutrição e deficiência de nutrientes, entre outras.

As deficiências nutricionais mais comuns são: ferro, cálcio, zinco, vitamina D, ácido fólico e vitamina B12. Nesses casos, se torna necessária uma suplementação que o nutricionista indicará.

Corre-se o risco de voltar a engordar?

Segundo dado do Hospital das Clínicas de São Paulo, aproximadamente um terço dos pacientes voltam a ganhar peso.

A cirurgia diminui o volume do estômago e impede que a pessoa se alimente em grande quantidade, mas não regula a fome e ansiedade.

Mesmo que haja grande perda de peso no início, para manter a nova silhueta é preciso corrigir os hábitos alimentares. Ter uma alimentação saudável, balanceada, fracionada e variada, e praticar atividades físicas é de fundamental importância para a manutenção do peso.

Além disso, é essencial que o paciente continue tendo um acompanhamento presencial com médico, nutricionista e psicólogo.

A cirurgia é apenas uma das etapas importantes, mas não a essência do tratamento da obesidade, onde a escolha dos alimentos e o acompanhamento por equipe multidisciplinar é indispensável para o sucesso do tratamento.

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