Cirurgia na obesidade

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Cirurgia na obesidade

A cada ano que passa, o número de pessoas obesas se elevam. A obesidade é uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, podendo acarretar doenças como colesterol e triglicérides elevado, diabetes, hipertensão arterial, entre outras.

Através do IMC (Índice de Massa Corpórea) pode-se detectar o grau de obesidade do indivíduo. O IMC acima de 40kg/m² tem como classificação obesidade mórbida. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB), já existem mais de 1 milhão de obesos mórbidos. Nestes casos, o tratamento da obesidade, apenas com a reeducação alimentar e atividade física nem sempre é satisfatório, sendo necessário optar por outros métodos como a cirurgia de redução de estômago.

A indicação para o tratamento cirúrgico deve ocorrer quando a dieta e o medicamento não foram eficientes. A pessoa tem que estar com IMC = 40 kg/m² ou estar com IMC > 35kg/m² com doenças relacionadas.

É importante que a pessoa seja avaliada por uma equipe multidisciplinar, composta por médico, nutricionista, psicólogo e demais profissionais de saúde antes da indicação da cirurgia.

A cirurgia vai promover o emagrecimento através da restrição alimentar ou da disabsorção intestinal. Através da restrição alimentar, o reservatório gástrico que recebe o alimento é reduzido, tornando a quantidade de alimentos sólidos a ser ingerido limitada. Na disabsorção é feito um desvio intestinal. Desta forma, o alimento ingerido percorre um caminho menor no intestino delgado, o que diminui a absorção dos alimentos.

Existem diversos procedimentos cirúrgicos atualmente. Vamos explicar a seguir quais os procedimentos mais utilizados:

Marca-passo gástrico: provoca alterações que diminuem a sensação de fome. Através deste procedimento, elimina-se cerca de 15% do peso total.

Riscos: deslocamento do marca-passo ou infecção.

Banda gástrica ajustável: Coloca-se na porção superior do estômago uma prótese de silicone, com material inflável, chamada de anel, cinta ou banda gástrica. Este anel divide o estômago em duas partes. Acima da banda haverá um pequeno reservatório para causar maior sensação de saciedade e abaixo da banda o resto do estômago continuará a participar do processo de digestão. Em média, a pessoa elimina 20% do peso total.

Riscos: rejeição da prótese, inflamação, entre outros.

Gastroplastia em Y de Roux (método Capella): Este é um dos métodos mais utilizados no mundo, trata-se de reduzir o volume do estômago. É realizada através de videolaparoscopia, que consiste em um corte e grampeamento de parte do estômago. Esta técnica, além de reduzir o volume gástrico, também diminui a velocidade de esvaziamento, já que é colocado um pequeno anel de contenção. Pode-se eliminar até 40% do peso total.

Riscos: Fístulas e embolias pulmonares.

Derivação Biliopancreática (tipo duodenal Switch e Scopinaro): Nestes procedimentos, retira-se parte do estômago, é feito um desvio no intestino, fazendo com que o alimento percorra a maior parte do intestino sem entrar em contato com as enzimas digestivas, causando má absorção dos alimentos ingeridos. Elimina-se cerca de 40% do peso total.

Riscos: desnutrição, diarréias e flatulências.

Outro procedimento utilizado em pessoas obesas ou que estão na classificação de sobrepeso é o balão intragástrico, é um método não-cirúrgico. É feito de silicone, coloca-se no estômago através de endoscopia, podendo permanecer por um período de 4 a 6 meses. Este balão causa uma sensação de saciedade.

Tendo uma reeducação alimentar associada a este método, os resultados podem ser muito satisfatórios. Após a cirurgia, é essencial ter um acompanhamento adequado com a equipe multidisciplinar. A evolução da ingestão de alimentos deve ser gradativa.

No primeiro momento, a pessoa dever ter uma dieta líquida por 30 dias e, após esse período, a consistência dos alimentos pode ser progredida de acordo com cada caso. A pessoa deve seguir rigorosamente todas as orientações dos profissionais, evitando assim problemas no pós-operatório.

A cirurgia deve ser realizada apenas em casos extremos, quando os outros métodos, como reeducação alimentar, atividade física e ingestão de medicamentos não surtirem efeito.

Existem muitas pessoas que visualizam a cirurgia de redução de estômago como a solução de seus problemas, porém a cirurgia sempre será a última alternativa para o tratamento da obesidade. Após o processo cirúrgico, haverá modificações no organismo que podem causar intercorrências como desnutrição e deficiência de nutrientes, entre tantos outros. Avalie sempre a relação custo/benefício e pense bem.    

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