Comer na rua é perigoso?

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Comer na rua é perigoso

Muitas vezes, a correria do dia-a-dia impede que as pessoas estejam em casa na hora de realizar suas refeições. Às vezes, por causa dessa pressa, as pessoas optam por consumir um alimento ou bebida de forma rápida, nas ruas mesmo. Mas será que todo mundo se preocupa com a procedência desses alimentos ou bebidas?

Este é um assunto muito pertinente, pois vários casos de toxiinfecções alimentares ocorrem diariamente, e um sintoma muito comum é a diarréia. Sucos, vitaminas, mate gelado, sorvete, salada de frutas, sanduíche natural, churrasquinho, cachorro quente, pastel, etc., são encontrados sempre à disposição nas ruas, feiras, bares, barracas e demais lugares. Mas será que estes alimentos estão adequados para o consumo, isentos de contaminação?

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se preocupa em garantir a qualidade e a segurança desses alimentos e, por isso, realiza treinamentos de boas práticas de fabricação em alguns estados e municípios, visando a higiene e segurança na fabricação destes alimentos, porém é difícil treinar todos os vendedores do país.

Será que todo mundo se preocupa com a procedência de alimentos ou bebidas vendidos nas ruas? Este treinamento conseguiu diminuir a contaminação de sorvetes no Rio Grande do Sul e de acarajé na Bahia. Existe um regulamento para o preparo de bebidas e alimentos à base de vegetais, resolução RDC 218. Esta medida foi tomada pela ocorrência de casos de doença de chagas provocados pela ingestão de caldo de cana contaminado.

Este regulamento abrange sucos não industrializados, vitaminas e outros derivados. Os comerciantes devem fazer um cadastro dos seus fornecedores, com nome, endereço e identificação da origem da matéria prima, além de outros itens:

  • Sucos e alimentos, como salada de frutas, deverão ser preparados imediatamente antes do consumo ou mantidos em temperatura inferior a 5ºC;
  • Todo suco, vitamina ou similar deverá ser vendido no mesmo dia do preparo;
  • O gelo utilizado no preparo desses alimentos deve ser fabricado com água potável;
  • Em locais sem água corrente, como quiosques e ambulantes, os pratos, copos e talheres devem ser descartáveis;
  • Toda matéria prima deve ser guardada fora do alcance de pragas e vetores. Mas além dessas medidas tomadas pela ANVISA, é preciso que o consumidor também faça sua parte, observando alguns fatores na hora de comprar o alimento ou bebida:

  • Observe se as unhas do vendedor estão cortadas, limpas e sem esmalte;
  • Observe se a vestimenta do vendedor está limpa;
  • Verifique se a lata de lixo do local está sempre tampada;
  • Veja se o vendedor manuseia o dinheiro e o alimento ao mesmo tempo, sem lavar as mãos;
  • Se no local houver equipamentos para espremer frutas, veja se o mesmo está limpo e funcionando adequadamente;
  • Analise também o aspecto aparente (cheiro, cor, aroma e sabor) da comida ou bebida;
  • E o mais importante: escolha sempre locais de confiança.
  • Faça sua parte.

    Fonte: www.anvisa.gov.br   

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