Comida japonesa no verão!

Descubra os benefícios dessa culinária e como consumir adequadamente

Comida japonesa no verão

Norris/SoFood/Corbis

Nos dias mais quentes de verão geralmente não temos muita fome, e procuramos consumir alimentos mais frios; por isso, a comida japonesa parece ser uma ótima opção, pois como muitos pratos não são levados ao fogo, como os sushis, sashimis, etc., são mais fresquinhos, e com isso ajudam a manter a temperatura do nosso corpo equilibrada.

Entretanto, é preciso tomar cuidado, pois no verão também aumentam os riscos de intoxicação alimentar, e como grande parte dos pratos de comida japonesa são crus, tornam-se mais vulneráveis à contaminação por bactérias.

Para evitar qualquer problema, vá a um restaurante de confiança que você já tenha ido anteriormente ou que alguém tenha indicado, verifique a cor e o odor dos alimentos, e se os peixes são armazenados ou estão expostos em um ambiente refrigerado, principalmente no caso dos buffets por quilo.

Além de leve, por quase não levar temperos, permitindo que o sabor do alimento seja sentido mais facilmente, a comida japonesa também é muito saudável, não é à toa a grande fama de longevidade dos japoneses. Confira alguns dos principais ingredientes dessa culinária e seus benefícios:

- Cogumelos: ativam a saciedade, diminuindo a compulsão e a fome

- Peixes: são ricos em ômega 3, um tipo de gordura boa que ajuda a limpar os vasos sanguineos

- Wasabi: acelera o metabolismo, pois é um alimento termogênico e auxilia na digestão

- Gergelim: evita prisão de ventre e doenças cardiovasculares

- Tofu: equilibra as quantidades de hormônio estrogênio

- Algas: reduzem em até 75% a absorção de gorduras pelo organismo

- Gengibre: possui ação desintoxicante e favorece a digestão

- Pepino: auxilia na prevenção e diluição de cálculos renais

Na hora de escolher o que comer, prefira os pratos à base de legumes como o sunomono, shimeji, shitake, etc., ou proteínas, como sashimi, tepan, pois apesar do arroz presente nos sushis ser um alimento nutritivo, fonte de carboidrato, ele é bastante calórico, uma vez que o "molho" que o tempera leva bastante açúcar.

Já no caso do temaki, não tem muito como fugir; entretanto, existem alguns restaurantes que estão aderindo à moda low carb, fazendo temakis somente com peixes, frutos do mar e até vegetarianos, porém com um acréscimo no seu valor.

Veja abaixo uma listinha com os principais pratos dessa culinária e seus respectivos valores calóricos:

Comida japonesa

Preste atenção: o shoyu tradicional que costuma acompanhar o sushi, o temaki, etc., apesar de poucas calorias, em 1 colher (sopa) possui aproximadamente 1.140 mg de sódio, uma vez que a recomendação diária desse mineral é de 2.000 mg, podendo levar à retenção de líquido, e consequentemente inchaço e dificuldade na perda de peso.

Há ainda o molho tarê, que muitos restaurantes oferecem como substituto ao shoyu, porém não se engane, pois além de ser feito com o próprio shoyu, ainda leva bastante açúcar durante seu preparo.

Por isso, a melhor opção é utilizar o shoyu light, que tem cerca de 30% de redução de sódio em sua composição, mas nem por isso deve ser consumido em excesso, e sim, apenas em uma pequena porção do alimento, somente para disfarçar o gosto dos peixes crus principalmente, para aqueles que não o curtem muito.

Por Gabriela A. Malheiros (CRN 23.806)


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