Evolução: falta de alimentos x excesso de alimentos

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Evolução falta de alimentos x excesso de alimentos

A nutrição é um ato involuntário de ingerir os alimentos e obter através da digestão, absorção e metabolismo, os nutrientes necessários para o organismo se manter vivo. Este foi um processo fundamental para a sobrevivência do ser humano desde a pré-história.

Nossos antepassados, os homo habilis, viviam basicamente da coleta de frutas e grãos e da caça com ferramentas bastante rudimentares, há cerca 2,5 a 1,5 milhões de anos atrás.

Milhares de anos depois, as ferramentas foram se desenvolvendo e a caça foi se aperfeiçoando, com a participação de várias pessoas já que o objetivo era abater animais de grande porte. Com isso houve a necessidade de se armazenar os alimentos, e para isso foram sendo criados meios de conservar os alimentos para evitar então sua deterioração.  

O fogo foi um marco na evolução da espécie humana. Não se sabe ao certo a data que foi descoberto o fogo, mas supõe-se que foi há cerca de 1,8 milhões de anos. Com o domínio do fogo os hominídeos poderiam assar seus alimentos, se aquecer e até afastar animais perigosos.

Por volta de 10.000 a 4.000 anos a. C., se iniciou o desenvolvimento da agricultura, o que possibilitou ao homem ter mais abundância de alimentos e até variedade de hortaliças e frutas.

Os fósseis indicam que a melhoria na qualidade dietética acompanhou o crescimento evolutivo do cérebro. A mudança ambiental parece ter sido fundamental para uma qualidade dietética maior, necessária para o crescimento cerebral.

As características que mais distinguem os humanos de outros primatas são, certamente, os resultados da seleção natural, agindo no melhoramento da qualidade da alimentação humana, e a eficiência com que nossos ancestrais obtiveram os alimentos.

Hoje sabemos quais são as necessidades nutricionais do ser humano e até as quantidades necessárias de nutrientes para uma boa saúde. Adquirimos flexibilidade alimentar. E isso foi fundamental para a evolução de nossa espécie, a variedade de alimentos.

Somos capazes de viver em vários locais do planeta com alimentações diferentes. A diversidade de estratégias que desenvolvemos para criar dietas adequadas às nossas necessidades e a sempre crescente eficiência com que extraímos energia e nutrientes do ambiente nos possibilitou o crescimento populacional e todos os avanços da nossa espécie.

Apesar das mudanças e da industrialização dos alimentos, com diminuição do consumo de alimentos naturais, o desequilíbrio entre a ingestão energética e o gasto energético parecem ser o principal fator responsável pela obesidade.

Vivemos atualmente uma situação bem diferente daquela de nossos ancestrais. Lutamos contra o excesso de alimentos, contra o acesso fácil a alimentos hipercalóricos, o que contribui para a obesidade. Esse é o grande desafio do ser humano hoje com relação à alimentação. Mas estamos caminhando para a resolução deste problema, em busca do equilíbrio ideal.

Referências:

http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/materia/materia_14.html

FLANDRIN, Jean-Louis e MONTANARI, Massimo. História da Alimentação. São Paulo, 4º edição, editora Estação Liberdade, 1998.    

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