Intolerâncias Alimentares

Intolerâncias Alimentares

Se você adora comer, come de tudo e vive se praguejando que isso só engorda pense que pior do que engordar é não poder comer o que gosta. Existem muitas pessoas que não podem abusar por problemas de saúde, mas também existem aquelas que precisam excluir determinados nutrientes de sua alimentação por terem intolerâncias alimentares.

É mais ou menos como uma alergia, a pessoa não pode comer porque faz mal. As mais conhecidas são a doença celíaca, a intolerância à lactose e a fenilcetonúria. No Brasil, há até mesmo uma portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que determina que nos rótulos de alimentos contenham informações sobre a presença de certas substâncias como glúten, fenilalanina e lactose.

Não se assuste com os nomes estranhos, o importante é você saber o que é cada uma delas e ficar de olho se alguém na sua família apresenta estes sintomas. O efeito de alguns nutrientes podem ser tóxicos para quem tem alguma destas doenças, que precisam ser identificadas e tratadas com uma dieta alimentar adequada.

Saiba mais sobre estas 3 intolerâncias alimentares e confira dicas do que pode ou não ser consumido.

  • Fenilcetonúria (PKU)
  • Você sabe para que serve o teste do pezinho? Ou por que nos rótulos de refrigerantes dietéticos está escrito: "Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina"? Afinal o que é fenilcetonúria? E fenilalanina? Por que é importante sabermos que essa bebida contém essa tal fenilalanina?

    A fenilcetonúria é uma doença hereditária caracterizada pela ausência de uma enzima que participa da eliminação da fenilalanina, um aminoácido essencial, ou seja, que é obtido pela alimentação. Este aminoácido está presente nas proteínas, portanto, no leite, nos ovos, nas carnes (todas), leguminosas (feijão, soja, lentilha), queijos. Quando essa eliminação não ocorre, o excesso se torna tóxico, atacando o cérebro. Por isso, se a doença não é identificada e tratada, pode causar sérios problemas mentais.

    O diagnóstico é feito ao nascer, através do conhecido "teste do pezinho". Quando positivo, o tratamento inicia-se imediatamente, dessa forma a criança pode desenvolver-se normalmente, sem que haja seqüelas no sistema nervoso.

    O tratamento consiste em uma alimentação restrita de fenilalanina, desde os primeiros meses e deve se estender até a adolescência. Pesquisas recentes têm demonstrado que a restrição alimentar deve continuar, inclusive na idade adulta e, principalmente, na gravidez.

    Como todas as proteínas contém fenilalanina, o tratamento exige uma restrição alimentar severa, sem alimentos protéicos como carne, leites e derivados e ovos. Para suplementar essa ausência, é introduzida no cardápio uma mistura de aminoácidos com pouca, ou nenhuma, fenilalanina. No mercado existem produtos especializados que contém baixo teor de proteínas que podem ser utilizados para tornar mais "normal" a alimentação.

    É necessário um acompanhamento médico e nutricional, bem como a realização de exames periódicos.

    Para maiores informações:

    http://www.nib.unicamp.br/fenilbrasil
  • Doença Celíaca
  • Se toda vez que você ingere algum tipo de cereal, massas ou outros alimentos feitos de trigo, aveia, malte, centeio e cevada fica com a barriga inchada, tem diarréia, falta de apetite, vômito, dor abdominal, entre outros sintomas é melhor você marcar uma consulta médica, pois você pode ter desenvolvido a intolerância ao glúten.

    A doença celíaca é caracterizada pela intolerância permanente ao glúten, que nada mais é do que a proteína presente no trigo, malte, cevada, aveia e centeio. Geralmente se manifesta na infância, mas pode surgir em qualquer idade, inclusive em adultos.

    Quem possui essa doença não pode ingerir uma série de alimentos como pães, bolos, macarrão, quibes, pizza, bebidas alcoólicas (a base de malte ou cevada) e produtos industrializados que contenham glúten. O diagnóstico é feito através de uma biópsia na mucosa intestinal. Só depois de receber o resultado dessa biópsia é que se deve iniciar a alimentação sem glúten.

    Como essa alimentação restrita deve prosseguir por toda a vida, algumas modificações serão necessárias nos hábitos alimentares. Como, por exemplo, a substituição de farinha de trigo por farinha de arroz, amido de milho, farinha de milho, fubá, farinha de mandioca, polvilho e fécula de batata. É preciso tomar cuidado com farinhas com textura de grão, pois são as mais difíceis de dissolver, por isso recomenda-se que elas sejam previamente dissolvidas com parte do líquido da receita. Geralmente essas farinhas necessitam de um tempo maior de preparo e uma quantidade maior de fermento.

    Receita de Farinha sem Glúten:

    Ingredientes:

    1 Kg de farinha de arroz

    330g de fécula de batata

    165g de araruta

    Modo de Preparo:

    Misture todos os ingredientes e guarde em recipiente fechado.

    Exemplo de alimentação de um celíaco: Café da Manhã

    Leite fresco

    Café instantâneo

    Pão sem glúten

    Queijo branco

    Maçã

    Lanche

    Iogurte com mel

    Almoço

    Frango grelhado

    Arroz

    Feijão

    Salada

    Suco de maracujá

    Lanche

    Gelatina

    Jantar

    Peixe assado com tomate e cebola

    Batata inglesa assada

    Suco de morango

    Atenção: Sempre confira os ingredientes dos produtos antes de consumir.

    Para maiores informações:

    www.acelbra.org.br
  • Intolerância à Lactose
  • Mais comum do que se imagina, muitas pessoas deixam de produzir, permanentemente, a enzima lactase, responsável pela digestão da lactose, um açúcar encontrado no leite. Elas fazem parte de um grupo que têm a chamada Intolerância à Lactose. Mas não pense você que, só porque se sentiu mal tomando um copo de leite, não pode mais ingerir lactose. Os sintomas são bem mais sérios como diarréia, dor e inchaço abdominal e flatulência.

    O diagnóstico é feito pela observação desses sintomas, seguido de exames clínicos e, em caso positivo, de uma biópsia. A maioria dos adultos que apresenta esse problema pode consumir pequenas quantidades de lactose sem sintomas. Mantendo uma alimentação com lactose reduzida, a digestão dos demais nutrientes é normal.

    A alimentação pode incluir alguns queijos envelhecidos, pois contém pouca lactose, e certos iogurtes, dependendo da marca e do processamento, pois possuem enzimas que ajudam na digestão da lactase.

    É importante que a pessoa que tem intolerância à lactose sempre leia os rótulos e procure informações sobre as preparações antes de consumi-las.

    Alimentos permitidos e proibidos: Alimentos Permitidos:

    Bebidas: Café, suco de frutas, leite sem lactose, leite de soja.

    Pães e Cereais: pão italiano, macarrão, bolacha de água e sal, cereais (ver o rótulo).

    Sobremesas: Gelatinas, sorvete de frutas sem leite, bolos sem leite.

    Óleos e gorduras: Creme vegetal

    Carnes: carnes em geral, lingüiças.

    Diversos: Pipoca, confeitos de açúcar, molho de soja.

    Alimentos Proibidos:

    Bebidas: Leite comum, iogurtes, vitaminas, chocolate, cappuccino.

    Pães e Cereais: bolos, biscoitos, waffers, alguns cereais matinais, massas folhadas feitas com manteiga ou margarina.

    Sobremesas: sorvetes com leite, pudim, chocolate, massa de torta feita com manteiga ou margarina.

    Óleos e gorduras: Manteigas e margarinas.

    Carnes: empanados, carnes recheados com queijo.

    Diversos: chocolates, adoçantes, balas.

    Roberta dos Santos Silva é nutricionista do site Cyber Diet e especialista em Atendimento Nutricional.

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