O Sabor da Região Sul

O Sabor da Região Sul

A Região Sul do Brasil é conhecida pelas baixas temperaturas Com o frio, aumentamos nosso consumo calórico diário? Faça agora sua avaliação de peso ideal e pela boa qualidade de vida dos seus habitantes. Além disso, a culinária e as festas típicas também são motivos de destaque.

Os eventos culturais atraem turistas de todos os Estados, que aproveitam para curtir e se divertir com as danças e com as músicas tradicionais, sem deixar de saborear as comidas e as bebidas da gastronomia regional. As principais festas da Região Sul, que são conhecidas nacionalmente são: Oktoberfest, Marejada e Festival de Inverno. Essas comemorações revelam a forte influência dos costumes alemães, portugueses e italianos na cultura local, desde a colonização.

Conheça a seguir, as características mais importantes da alimentação dos 3 estados que compõem a região Sul do Brasil.

Paraná:

O Estado do Paraná é lembrado pelas famosas Cataratas do Iguaçu e pela capital Curitiba considerada cidade modelo do país. Quando o assunto é gastonomia, o barreado aparece como um dos principais pratos típicos da região, originário dos sítios de pescadores do litoral. Com o decorrer do tempo, passou dos sítios para as cidades litorâneas. Nas cidades de Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina, Morretes e Guaratuba, o barreado é consumido há quase 200 anos. Mas do que é feito o barreado afinal? Os ingredientes que compõem o barreado são basicamente carne, toucinho e temperos. Essa preparação é o símbolo de fartura, festa e alegria, para o folclore paranaense. O nome do prato vem da expressão "barrear" a panela, com um pirão de cinza ou farinha de mandioca, para evitar que o vapor escape e o cozido não seque de pressa. Influência da gastronomia portuguesa.

É hábito dos paranaenses consumir também peixes, como dourado e pescada, que são obtidos do rio Paraná. A carne de carneiro é outro costume da culinária paranaense que está presente na preparação típica denominada carneiro no buraco, que consiste num cozido de carneiro com legumes e frutas (opcional) preparado de forma curiosa. Primeiramente, abre-se um buraco na terra, com cerca de 2 metros de profundidade. Em seguida, queima-se a lenha e abaixa-se o tacho de ferro com os ingredientes. O próximo passo é tampar o buraco com tábuas e folhas de bananeira e aguardar 6 horas, para apreciar o delicioso sabor do carneiro no buraco. A refeição fica completa, servindo arroz, almeirão e pirão, como acompanhamentos.

Santa Catarina

O Estado de Santa Catarina destaca-se pelas belas praias da capital Florianópolis e do litoral. Em relação à culinária, nota-se uma grande variedade de peixes e frutos do mar, oriundos das águas geladas da costa marítima. Os peixes mais consumidos na região são: linguado, badejo, tainha, bagre, garoupa, namorado, pescada, robalo e anchova. Entre os frutos do mar, o camarão, a lagosta, o marisco, a ostra e a lula são os que aparecem com maior freqüência no cardápio típico.

O povo de Santa Catarina possui uma característica comum: o gosto pelas festas. A Oktoberfest, que acontece em Blumenau, comanda o espetáculo do Circuito de Outubro, o qual compõe 10 festas no total, misturando tradições alemãs, portuguesas, austríacas e italianas, com farta culinária e muita cerveja. Nas festas é possível encontrar os traços da culinária de vários países. Durante a Marejada (Itajaí), o vinho, a bacalhoada e o som do fado retratam a influência da cultura portuguesa. Já na Oktoberfest, no Fenarreco de Brusque, na Fenachopp de Joinville, pode-se perceber a contribuição da tradição germânica. A cultura austríaca é apresentada na Tirolerfest de Treze Tílias e a Quermesse da Cultura e Tradição, em Criciúma, resgata a herança italiana.

Rio Grande do Sul

O Estado do Rio Grande do Sul, localizado no extremo Sul do país, é representado em termos de beleza natural, pelas Serras Gaúchas. Em se tratando de cultura, os trajes típicos da tradição gaúcha merecem atenção especial. O kit básico é composto por: bombacha (calça), camisa, lenços, botas de couro, colete, guaiaca (faixa colocada na cintura) e chapéu.

Quanto à culinária, os italianos e os alemães foram os que trouxeram maior contribuição. Os primeiros apresentando o galeto, a polenta e o vinho e os últimos introduzindo o cultivo da batata e do centeio, as carnes defumadas, a lingüíça e laticínios, além do café colonial, contendo pães, tortas, bolos, biscoitos e doces.

É praticamente imediata a associação entre o Rio Grande do Sul e o churrasco, que é consumido quase como em um ritual, sobretudo aos finais de semanas em reuniões familiares.

Outro prato típico gaúcho é o arroz de carreteiro, que é feito com charque, carne de origem bovina, salgada e seca. O arroz de carreteiro surgiu na época em que os sul-riograndenses saiam em carreatas pelos pampas, abrindo caminhos pelas matas e povoando províncias, até então inabitadas. Ao sair para as carreatas, os gaúchos costumavam abastecer suas comitivas de charque, suficiente para vencer as longas distâncias. Daí nasceu umas das preparações mais características do estado - o arroz de carreteiro. Com o passar do tempo, as carreatas foram deixando de existir, mas o sabor do arroz carreteiro continua sendo apreciado pela população gaúcha.

Algumas comidas comuns do Rio Grande do Sul e que ainda não foram mencionadas são: quibebe (pirão de abóbora), puchero (sopão com vegetais e carne de peito, às vezes com costela e até lingüiça) e rabada (preparada com rabo de boi, ao qual se juntam temperos verdes, tomate, pimentão, vinagre e suco de limão).

O chimarrão é uma tradição gaúcha que acompanha os indivíduos do campo e da cidade diariamente. O clima frio favorece a prática do costume, que além de ser gostoso é fraterno, pois a cuia passa de mão em mão, dando seqüência aos momentos de conversa entre amigos e familiares. Segundo a opinião dos nativos, o chimarrão também é um ótimo parceiro do churrasco, uma vez que é diurético e digestivo. Pode ser definido como um chá de erva mate quente e amargo, preparado no utensílio chamado cuia e sorvido através da bomba, tubo de metal por onde passa o líquido. Mais do que um costume antigo, o chimarrão tem um significado social importante, representando o símbolo de hospitalidade, saudação e reconciliação.

Outros links:

www.paginadogaucho.com.brwww.pr.gov.brwww.sc.gov.br

Referências

- Gastronomia Separatista: receitas e dicas de culinária gaúcha para profissionais, amadores e enganadores. Porto Alegre: L&PM, 1993.

- Churrascos e Grelhados. Marilena Spieler. São Paulo: Ed. Manole, 1997.

- Cozinha Experimental de Cláudia: A Cozinha Brasileira. São Paulo, Círculo do Livro.   

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