Proibição dos medicamentos para emagrecer

proibição medicamentos para emagrecer

Nas últimas semanas voltou a tona a discussão sobre o uso de medicamentos para emagrecer.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no dia 23 de fevereiro, realizou uma audiência pública para discutir o cancelamento do registro de medicamentos que contém sibutramina e dos anorexígenos anfetamínicos (anfepramona, femproporex e mazindol). Mas o parecer definitivo deverá sair somente no final do mês de março.

A indicação da Agência está baseada em estudos científicos e no parecer da Câmara Técnica de Medicamentos de 26 de outubro, que recomenda o cancelamento dos medicamentos por apresentarem riscos que superam seus benefícios.

Segundo nota técnica da área de Farmacovigilância e da gerência de Medicamentos da Anvisa, a sibutramina apresenta baixo coeficiente de efetividade de redução de peso e pouca manutenção de redução de peso em longo prazo. Além disso, estudos indicam possível aumento de risco cardiovascular entre todos os usuários.

Os medicamentos anorexígenos, por sua vez, apresentam graves riscos cardiopulmonares e do sistema nervoso central.

De outro lado, especialistas defendem que os remédios ainda são uma arma eficiente contra a obesidade e que milhões de brasileiros podem ser prejudicados com essa proibição.

É indiscutível que a maneira mais saudável para eliminar peso é através de mudanças de hábitos, tanto de vida quanto alimentares. Na maioria dos casos, uma alimentação saudável e balanceada, e a prática regular de atividade física têm resultados excelentes na luta contra o excesso de peso.

Mas existe uma parcela da população que não responde bem a esse tipo de conduta, e nesses casos, o uso de medicamentos, pode sim ser indicado.

Em minha opinião, os medicamentos para emagrecer devem ser utilizados somente por pessoas que já tentaram eliminar peso de outras maneiras e não tiveram sucesso, e não por pessoas que querem eliminar 5kg mas não querem se submeter aos "sacrifícios" de uma dieta saudável e balanceada, e a prática regular de atividade física.

Existem sim casos em que o uso de medicamentos é indicado, mas é essencial que não ocorra de forma indiscriminada.

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