10 dicas que ajudam a lidar com os esquizofrênicos

Uma das recomendações é entender o funcionamento e o controle da doença

10 dicas que ajudam a lidar com os esquizofrênicos

O apoio da família a um paciente é fundamental em qualquer fase da doença. No caso da esquizofrenia, os mais próximos do doente precisam entender que a enfermidade não a torna agressiva tampouco louca, mas sim perdem o contato com a realidade, tem dificuldade de concentração e ideias desorganizadas.

O esquizofrênico também pode ficar fechado em si mesmo, indiferente a tudo o que se passa ao redor ou ter alucinações e delírios. Ele ouve vozes que ninguém mais escuta e imagina estar sendo vítima de um complô diabólico tramado contra ele com o propósito de destruí-lo. E ninguém o convence do contrário.

O mal atinge aproximadamente 1,8 milhão de brasileiros. Pesquisas indicam que em cada 100 pacientes, 25 terão depressão em qualquer estágio da doença. E em uma comparação semelhante, ao menos 60 pessoas já foram apontadas com o distúrbio.

Em diversos casos o acompanhamento médico e tratamento medicamentoso são fundamentais no controle da doença. Em casa, algumas medidas simples ajudam na melhora do convívio familiar.

Acompanhe algumas recomendações:

1. Fique atento a suas atitudes. Se você tem preconceitos em relação à doença e à pessoa, como vai lidar com a situação? Como esperar que os outros reajam sem preconceitos? Livre-se deles!

2. Participe do tratamento e colabore com o paciente. Converse com o médico, esclareça suas dúvidas e busque informações sobre a doença.

3. Trocar experiências com outras pessoas pode ajudar bastante. Procure participar de associações de portadores ou familiares.

4. Tente enfrentar as diversas situações com tranquilidade. Mantendo a calma e a firmeza é possível estabelecer um diálogo franco e produtivo.

5. Não critique ou ridicularize o paciente. Diante de suas atitudes esquisitas ou de sua apatia, lembre-se que são sintomas da doença e não ‘frescura’ ou ‘preguiça’. Críticas freqüentes só tendem a estressar mais.

6. Evite ser superprotetor, pois o paciente vai perdendo a iniciativa, uma vez que você se antecipa e faz tudo por ele. Encontre um equilíbrio.

7. Busque adaptar suas expectativas à realidade das condições físicas e emocionais do portador de esquizofrenia. A recuperação da doença é lenta. Expectativas elevadas geram frustrações e pioram a autoestima.

8. O esforço e a dedicação enormes para auxiliar o portador nem sempre são recompensados em igual medida. Os sentimentos negativos (frustração, raiva, vergonha, entre outros) vêm à tona. É preciso estar preparado para lidar com os próprios sentimentos.

9. O portador de esquizofrenia se beneficia de um ambiente estruturado e organizado. Auxilie-o a criar rotinas para o dia a dia.

10. Reserve um tempo para cuidar de si, dedicar-se a suas atividades de lazer. Se você não estiver bem, não terá disposição para cuidar do outro.

Natália Farah


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