5 principais mitos do Alzheimer

A falta de memória é um deles!

5 principais mitos do alzheimer

Nem tudo que se fala por ai sobre o Alzheimer é verdade. Médicos alertam que é preciso cuidado no diagnóstico da doença, a fim de orientar com precisão o tratamento adequado ao paciente.

E quando diz que uma pessoa tem Alzheimer, a primeira coisa que notamos é a falta de memória. Isso não passa de um grande mito, afirmam especialistas. A doença atinge sim a parte do cérebro que controla a memória, mas também afeta a linguagem, o raciocínio e outros sintomas que podem indicar sua chegada.

Entre eles estão esquecimentos persistentes de fatos recentes, recados, compromissos, dificuldades com planejamento de atividades, cálculos, controle das finanças, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade de executar tarefas rotineiras e alterações de comportamento considerados inadequados e incomuns para aquela pessoa.

Infelizmente a Alzheimer não tem cura, nem pode ser revertido. Mas nem tudo está perdido! Quanto mais cedo esses sinais forem notados e a doença diagnosticada, maior a chance de o tratamento ser bem-sucedido - e do paciente ter uma vida mais longa e com mais qualidade.

Veja abaixo algumas inverdades que nós leigos dizemos a respeito do Alzheimer.

Quem tem Alzheimer não consegue compreender o que se passa ao seu redor

A pessoa com a doença, apesar das dificuldades de memória e dos outros sintomas, se mantém consciente do que acontece ao seu redor. Apenas nos estágios avançados isso pode mudar. Ao contrário do que muita gente pensa, o idoso com Alzheimer não passa a ser uma criança, continua sendo fonte de sabedoria e merece o respeito de todos.

Esquecer as coisas significa ter o mal de Alzheimer

Esse é um dos grandes mitos. Problemas de memória podem estar relacionados a diversos fatores, como outras demências ou até mesmo estresse e depressão. Além disso, a doença de Alzheimer vai atingir as memórias recentes, enquanto memória de fatos acontecidos há mais tempo (como na infância) são preservadas. A pessoa com Alzheimer, afirmam especialistas, tem memória de curto prazo comprometida, demonstrando dificuldade cada vez maior de memorizar, registrar novas informações e aprender coisas novas. No entanto, sua memória episódica, ou seja, de longo prazo, está preservada.

A vida acabou

Muita gente acha que só porque o paciente recebeu o diagnóstico da doença a vida acabou. Nada disso! Atualmente, com o tratamento adequado, uma pessoa com a doença pode sobreviver até 20 anos. Muitos pacientes, se bem estimulados, têm excelente qualidade de vida, divertem-se, relacionam-se de maneira prazerosa e agradável e levam uma vida bem organizada.

É doença de gente idosa

Quem disse?! Estudos mostram que o Alzheimer pode sim se manifestar em pessoas com menos de 65 anos. Embora rara, a Doença de Alzheimer de Início Precoce (Daip), é caracterizada por um declínio mais rápido das funções cognitivas.

O Alzheimer é genético

Negativo. A medicina não traz evidências científicas que comprovem com segurança a hereditariedade da doença. Ainda que não se saiba todos os mecanismos genéticos envolvidos na doença de Alzheimer, alguns genes já estão reconhecidos, mas ainda há um bom caminho a andar nesse sentido para saber exatamente quais os principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença.

Natália Farah


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