Adoçantes - Qual o melhor?

Adoçantes  Qual o melhor

A popularização dos adoçantes causou a disseminação de informações equivocadas falando dos riscos do consumo. A visão de especialistas é que, embora eles sejam alvos de muitos estudos, nenhum mal provocado pela substância foi constatado em pessoas que fazem o uso sem exageros.

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Ou seja, quando ingeridos adequadamente, os adoçantes não fazem mal. Quem estabelece o limite máximo de ingestão é a Organização Mundial da Saúde (OMS) e quem regula, no Brasil, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

É importante lembrar que os adoçantes não são todos iguais. Quem usa deste artifício deve saber que existem diversos tipos de edulcorantes disponíveis no mercado. Cada um possui características diferentes como sabor, restrições, indicações e poder de dulçor diferente. Eles são classificados em naturais (frutose, stévia, sorbitol e manitol) e artificiais (aspartame, ciclamato, sacarina, acesulfame-k e sucralose). A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos, ABIAD, afirma que ambos são seguros para consumo humano. Vamos ver mais sobre os tipos de adoçantes que estão no mercado com as informações da WOW!Nutrition.

Sacarina - É um edulcorante artificial, não calórico, 300 vezes mais doce do que o açúcar de mesa. Primeiro a ser descoberto e comercializado.

Ciclamato- É um edulcorante artificial, não calórico, 30 vezes mais doce do que o açúcar de mesa. Não possui restrição de uso.

Aspartame - É 200 vezes mais doce do que o açúcar de mesa. Quando submetido a altas temperaturas por tempo prolongado (forno e fogão), o aspartame perde parte de seu poder adoçante. A única restrição real ao aspartame é a fenilcetonúria. A Fenilcetonúria é uma doença genética cujo efeito é o comprometimento do metabolismo da fenilalanina. Nesse caso, a fenilalanina proveniente do metabolismo do aspartame contribuiria para o acúmulo dessa substância no organismo, gerando consequências.

Sucralose - É o único edulcorante que tem o verdadeiro sabor de açúcar porque é derivado da cana-de-açúcar e não possui calorias. Pode ser usado por toda a família, inclusive crianças, gestantes, diabéticos e fenilcetonúricos.

Stévia - A Stevia é uma planta da família dos crisântemos, originária do Paraguai e com um enorme poder adoçante. Dela é retirado um extrato doce que possui um poder adoçante que chega a ser 400 vezes maior do que o do açúcar doméstico. Não contém açúcar ou calorias, é 100% natural, sem qualquer componente artificial em sua formulação. Por não possuir valor calórico nem induzir mudanças na glicose sanguínea, a stevia pode ser utilizada com tranqüilidade como opção para pessoas que necessitam reduzir o peso ou apenas preocupam-se em mantê-lo, bem como por diabéticos, tanto tipo I como tipo II.

Frutose - É um açúcar natural conhecido como "açúcar das frutas", o qual é encontrado nas frutas e no mel. É cerca de 2 vezes mais doce do que a sacarose (açúcar de mesa). Como o seu poder adoçante é maior, utilizam-se menores quantidades para obter o mesmo sabor doce, portanto consomem-se menos calorias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece alguns valores máximos para o consumo diário de adoçantes não calóricos, a fim de que não haja danos a saúde. Abaixo, seguem os valores de quantidade média para cada quilo de peso corporal. Para obter o seu limite máximo de consumo diário multiplique seu peso pela quantidade de gotas.

Sacarina: 6 gotas ou meio envelope.

Ciclamato: 12 gotas ou um envelope.

Stévia: 7 gotas ou meio envelope.

Aspartame: 48 gotas ou três envelopes.

Sucralose: 18 gotas ou meio envelope.

Por Catharina Apolinário

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