Afinal, meu filho tem TDAH?

A incidência de TDAH é maior em meninos, que costumam ter um diagnóstico mais precoce

Afinal meu filho tem TDAH

Desvendar os reais sinais que comprovem o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) em crianças continua um desafio para a medicina. Ainda que seja considerada uma doença, que afeta cinco em cada cem crianças no Brasil e no mundo, os sintomas são facilmente confundidos com outras doenças psiquiátricas ou simples problemas de comportamento.

Por exemplo: uma criança pode ficar agitada diante de situações novas, como ir ao teatro, ou ainda demonstrar má educação e falta de limites que fazem ela aprontar além da conta.

Esses tipos de comportamento podem levar muitos pais acreditaram que os filhos tenham o transtorno, quando na verdade são apenas modos infantis. Por isso os especialistas defendem um diagnóstico detalhado do comportamento da criança, considerando o histórico em casa e na escola.

Hoje, no Brasil, o diagnóstico é feito depois dos sete anos de idade da criança, fase em que ela entra na escola e chegam as reclamações de comportamento e dificuldades de aprendizado.

Nos Estados Unidos o método já mudou. Agora, a Associação Americana de Psiquiatria ampliou essa faixa etária para 12 anos, praticamente obrigando o sistema de saúde a tratar também quem começa a apresentar sintomas após os sete anos, o que não ocorre hoje. E tanto lá quanto aqui isso ajuda no diagnóstico mais preciso.

Na atualidade, a medicina identificou pelo menos 18 sintomas do transtorno. Entre eles, a sensação interna de inquietude, como um ‘aprisionamento do corpo pela convenção social’, na idade pré-escolar mostram-se agitadas, movendo-se incessantemente e mexendo em vários objetos, tendem a ser impulsivas e não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros e agem antes de pensar.

Uma curiosidade: a incidência é maior em meninos, que costumam apresentar o quadro de hiperatividade e impulsividade e geralmente têm um diagnóstico mais precoce. Já as meninas apresentam, frequentemente, os sintomas de desatenção sem hiperatividade.

Veja abaixo mais alguns sintomas infantis:

1. Não presta atenção em detalhes ou, por descuido, erra nas tarefas escolares;

2. Em especial os meninos, são agitados ou inquietos, frequentemente ganham apelidos e ficam estigmatizados;

3. Mexem pés e mãos, não param quietas na cadeira;

4. Falam muito e constantemente, frequentemente pedem para sair da sala ou da mesa de jantar;

5. Têm dificuldades para manter atenção em atividades muito longas, repetitivas ou que não lhes sejam interessantes;

6. São facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo, mas também se distraem com pensamentos "internos", dando a impressão de estarem "voando";

7. Nas provas, são visíveis os erros por distração (erram sinais, vírgulas, acentos, etc.);

8. Esquecem recados, material escolar ou até mesmo o que estudaram na véspera da prova;

9. Tendem a ser impulsivas (não esperam a vez, não lêem a pergunta até o final e já respondem, interrompem os outros, agem antes de pensar);

10. Dificuldades com relação a horários, frequentemente não os cumprem;

11. É comum apresentarem dificuldades em se organizar e planejar aquilo que querem ou precisam fazer;

12. Dificuldades com relação a escala de prioridades;

13. Seu desempenho sempre parece inferior ao esperado para a sua capacidade intelectual.

Natália Farah


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