Artrite aumenta riscos cardíacos em mulheres

Algumas pessoas com artrite desenvolvem anemia, dor de garganta, olhos secos, boca seca, e agora ataque cardíaco, como aponta pesquisa

Artrite aumenta riscos cardíacos em mulheres

Há um estudo dinamarquês indicando que mulheres com artrite têm seis vezes de chances a mais de terem problemas do coração e ataque cardíaco em relação as que não têm.

A afirmação partiu do Hospital Universitário Gentofte, na Dinamarca, onde especialistas que conduziram a pesquisa explicam o seguinte: a artrite reumatoide, inflamação nas articulações (os pontos que ligam os ossos) pode ser considerada um fator de risco para o endurecimento das artérias.

Para entender melhor, a artrite reumatóide é uma doença inflamatória que afeta todo o corpo. Provoca dor, rigidez, inchaço e perda de movimento nas articulações. É uma doença autoimune, ou seja, o que significa que o sistema imunológico do corpo ataca os tecidos saudáveis por engano.

Algumas pessoas com artrite reumatóide, por exemplo, desenvolvem anemia, dor de garganta, olhos secos, boca seca, e agora ataque cardíaco, como apontou a pesquisa dinamarquesa.

Segundo o cardiologista do HCor, César Jardim, o risco de ataque cardíaco em pacientes com artrite reumatóide é semelhante ao dos pacientes com diabetes. "Diabéticos, no entanto, já são pacientes monitorados e geralmente considerados pacientes para gestão do risco cardiovascular intensivo, enquanto aqueles com artrite reumatóide não são", esclarece César Jardim.

Para ele, a detecção precoce e o manejo dos fatores de risco cardiovascular tornam o paciente com artrite reumatóide, especialmente mulheres com menos de 50 anos, alvos significativos de ataques cardíacos associados.

A pesquisa durou cerca de 10 anos, período em que os dinamarqueses compararam doentes com artrite reumatóide e pessoas diabéticas. Ao todo, mais de quatro milhões de pessoas foram analisadas, entre elas 10.547 com artrite e 132.868 com a diabetes.

A medicina ainda investiga o porquê as mulheres são mais propensas a terem artrite reumatóide que os homens, e a resposta pode estar no DNA feminino.

Por Natália Farah


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