Artrite em crianças

A doença agride as articulações, a pele, o coração e os olhos das crianças

Artrite em crianças

Um filho doente é sempre sinal de preocupação em qualquer família. Quando a criança ou o adolescente reclamam, por exemplo, de dor nas coxas, panturrilha ou nas costas e o mal estar vem acompanhado de manchas avermelhadas, roxas, inchaço e febre alta pode ser sinal de uma inflamação mais grave nas articulações, como a artrite reumatoide juvenil.

O problema agride as articulações e outros órgãos como a pele, o coração e os olhos. É caracterizada pelo aumento de volume e de temperatura de uma ou mais articulações, além de dor, embora nem todos sintam incômodos no corpo, o que dificulta ainda mais o diagnóstico.

Isso porque não há exames laboratoriais específicos para detectar a doença. O diagnóstico é clínico e baseia-se na presença de artrite em uma ou mais articulações com duração maior ou igual a seis semanas. Além da dor e da inflamação articular pode ser observada certa dificuldade na movimentação ao acordar, fraqueza ou incapacidade na mobilização das articulações, além de febre alta diária perto dos 39°C.

As causas ainda são desconhecidas, mas estudam-se fatores hereditários, infecciosos, alterações genéticas, imunológicas e endócrinas. Acomete na maioria dos casos crianças de 18 meses a três anos de idade, com maior incidência nas meninas. A ONG Amigos da Criança com Reumatismo informa que milhares de crianças, no Brasil, sofrem com a doença e que nos Estados Unidos a incidência é de 2/10 para 100.000.

Crianças com artrite, às vezes, têm falta de apetite quando se sentem doentes ou podem ter dificuldade em comer quando as articulações estão doloridas ou a mobilidade limitada, o que leva a perda de peso e atraso do crescimento.

Ao menor sinal de articulação inchada ou a criança reclamar de dor nessas regiões, procure um médico. A melhor maneira de lidar com todas estas emoções é conversando, e não se assuste porque os sintomas normalmente desaparecem com tratamento adequado, que deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, que alia medicação, fisioterapia e exercícios.

A fisioterapia é de grande importância para a recuperação e manutenção da mobilidade das articulações acometidas e deve ser iniciada assim que possível. O profissional pode orientar a família na utilização de adaptações para uso em tarefas diárias e na realização de exercícios em casa.

As crianças devem ser estimuladas a ter uma vida mais saudável e à prática de esportes, que deve ser supervisionada por um especialista em reabilitação e as articulações protegidas contra possíveis traumatismos. Esportes com impacto como o futebol e o vôlei devem ser evitados nas fases iniciais do tratamento, enquanto a natação é a mais indicada.

Na escola, o professor deve ser orientado sobre a doença. As necessidades pessoais deverão ser avaliadas e respeitadas. Uma vez que a incapacidade física tem melhora de forma lenta.

Natália Farah


Comente

Últimas