Automedicação: o perigo mora em casa

Automedicação o perigo mora em casa

A maioria dos medicamentos é vendida sem receita médica, apesar da automedicação ser proibida e perigosa. O consumo de um simples comprimido para gripe até uma forte injeção deve ser prescrito por um especialista.

Em entrevista ao Vila Mulher, o Dr. Abrão José Cury Jr., presidente da Sociedade Brasileira de Clinica Médica - Regional São Paulo, esclarece algumas dúvidas sobre o assunto.

Quais os riscos da automedicação?

Existe uma falta de entendimento dos medicamentos. Eles não são isentos de efeitos colaterais e às vezes os sintomas são semelhantes, o que pode ser extremamente perigoso. Por exemplo, a febre. Ela é sintoma de inúmeras doenças. Pode ser uma simples gripe ou algo muito sério.

Por que as pessoas se automedicam?

A maioria tem difícil acesso a serviços médicos e acaba buscando tratamentos alternativos em farmácias, segue conselhos de amigos ou produz remédios caseiros. As pessoas acham que podem se curar. Uma grande culpada é a mídia, que paradoxalmente diz: "ao persistirem os sintomas, consulte um médico". Ela induz ao consumo por conta própria e se exime de responsabilidade, indicando um médico.

Como evitar esse tipo de problema?

Isso é possível por meio de uma intensa campanha para a população. Não há política de saúde. O Ministério da Saúde tem dificuldades para conseguir verbas para os medicamentos e tratamentos. O ideal é não proibir a venda e sim educar adequadamente.

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