Benefícios da fisioterapia no mal de alzheimer

Fisioterapia eleva confiança e autoestima em portadores de Alzheimer

Benefícios da fisioterapia no mal de alzheimer

Portadores de Alzheimer podem ter uma melhora significativa na sua qualidade de vida através da fisioterapia. A doença de Alzheimer é típica da velhice e caracterizada por um processo neurodegenerativo, associado a uma deterioração progressiva das funções cognitivas, como no comportamento e personalidade, além de um declínio da memória recente. Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade, e são inúmeros os casos que evoluem para demência. No Brasil, estima-se que 6% da população brasileira acima de 60 anos tenham a enfermidade.

Como ela se origina em um órgão indecifrável, a medicina ainda sua a camisa para identificar as causas. Sabe-se, no entanto, que o tratamento costuma ser bastante eficaz garantindo qualidade de vida aos pacientes e quem convive com ele. Exercícios de fisioterapia, inclusive, têm sido indicados e aplicados em pacientes com Alzheimer, com resultados expressivos.

Um estudo realizado, em 2012, pela Universidade Regional Integrada de Erechim, no Rio Grande do Sul, verificou a influência de exercícios fisioterapêuticos na preservação da memória e capacidade funcional de idosos com doença de Alzheimer. Durante cinco meses, o grupo aplicou um miniexame de estado mental, teste do Relógio, Escala de Berg, mensuração da amplitude de movimento e força muscular.

Os resultados mostraram que com a fisioterapia houve melhora na amplitude de movimento e do equilíbrio, da memória, manutenção da força muscular, o que elevou inclusive a autoestima e o humor do paciente.

A fisioterapeuta, Marcelle Pinheiro, complementa dizendo que os exercícios devem ser simples e de fácil compreensão para o paciente para que ele entenda claramente o que deve ser feito. "O tratamento fisioterapêutico para o mal de Alzheimer deve ser realizado diariamente ou no mínimo duas vezes por semana, com o objetivo de melhorar a circulação sanguínea, facilitar os movimentos e de incentivar o indivíduo a realizar suas tarefas do dia a dia sozinho ou com o mínimo de ajuda possível.", explica Marcelle.

Veja alguns bons exemplos simples que dá para fazer em casa:

• Andar pela casa;

• Colocar uma bola de plástico em cima da cabeça;

• Treinar o escovar os dentes e pentear o cabelo;

• Dançar;

• Ficar num pé só;

• Andar de lado.

Natália Farah


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