Calvície: acabe com esse pesadelo

Calvície acabe com esse pesadelo

Eles talvez sejam os campeões em atenção e cuidados femininos. Afinal, é raro encontrar uma mulher que não se preocupe com os cabelos, certo?

É escova, balaiagem, hidratação, massagem, cortes inovadores, tinta aqui, descoloração ali... Imagine, então, o desespero se suas preciosas madeixas começassem a cair. Sim, isso é possível. E saiba que pode acontecer por inúmeras razões.

A calvície, que atinge um enorme número de homens, é uma delas. Felizmente, o que neles é muito comum, nas mulheres é fato raro. Se os cabelos estão indo ao chão, o mais provável é que isso seja sintoma de alguma outra disfunção do organismo.

De acordo com especialistas, o couro cabeludo possui cerca de 150 mil fios, os quais crescem aproximadamente um centímetro por mês. "Sua renovação dá-se constantemente num ciclo contínuo que alterna atividade e crescimento, com descanso e queda. Em geral, 90% dos cabelos estão na fase de crescimento, enquanto os 10% restantes ficam em repouso, preparando-se para cair, quando são automaticamente repostos seguindo esse ciclo até o fim da vida", esclarece a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo.

Segundo a médica, o cabelo da mulher que tem calvície afina progressivamente, deixando a risca aparecer e dificultando o penteado, já que o couro cabeludo se torna mais evidente. É diferente do que acontece com os homens, pois elas não desenvolvem as "entradas" e nem a tradicional "coroa de padre".

No caso da professora Carina Mesquita, 39 anos, a calvície chegou de surpresa. "Eu não sabia que as mulheres também sofrem com isso. Quando meu cabelo começou a cair, pensei que era um problema emocional e não dei atenção. Mas a queda permaneceu e passei a ter vergonha de prender os fios. Até que procurei um profissional e fiz um tratamento. Houve uma melhora, mas ainda tenho o cabelo ralinho. Tive que aprender a viver com esse tormento", conta.

Além da calvície, a queda de cabelos nas mulheres pode estar relacionada a distúrbios hormonais, como ovário policístico, hiperplasia da glândula supra-renal e tumores de ovário e adrenal, bem como apresentar o desenvolvimento de acnes, aumento de pêlos e obesidade.

Foi o que aconteceu com a publicitária Laura Maria Rodrigues, 26 anos, que teve um problema hormonal e passou a perder muitos fios. "Estava tomando um anticoncepcional por conta própria e o remédio deu queda de cabelo. Entrava em desespero quando tinha que tomar banho e lavar a cabeça. Caía muito", relembra ela.

Para saber se o problema é realmente calvície ou apenas uma queda passageira de cabelos motivada por outros fatores, a paciente deve se submeter a um exame que faz a contagem específica dos tipos de fios. No entanto, caso a calvície seja de fato constatada, deverá ser tratada de forma específica. "Vários tratamentos estão sendo realizados com o uso de antiandrógenos, minoxidil e vitaminas. Porém, a correção adequada desses distúrbios começa pela dosagem dos hormônios específicos. A biópsia do couro cabeludo é a maneira mais fácil e adequada de diagnosticar a calvície feminina", afirma a dermatologista paulistana Adriana Vilarinho.

No caso da publicitária Laura Rodrigues, o problema foi resolvido por meio de vitaminas. "Procurei uma dermatologista e troquei o anticoncepcional por vitaminas. Depois da queda forte, meu cabelo cresceu diferente. Hoje posso dizer que ele está até mais bonito", festeja.

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