Câncer de mama

Informação é a melhor arma para prevenir a doença

Câncer de mama  Informação é a melhor arma para pr

De acordo com dados recentes divulgados pelo INCA - Instituto Nacional do Câncer, a principal causa de morte em todo o mundo é o câncer. De acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde, a doença atinge hoje 12,7 milhões de pessoas e mata quase oito milhões todos os anos e o INCA prevê que sem medidas efetivas de longo prazo ou em grande escala, 26 milhões de novos casos e 17 milhões de mortes por ano ocorrerão no mundo até 2030.

"O câncer é uma doença que atinge homens e mulheres de todas as idades e classes sociais e o diagnóstico precoce é o melhor caminho para a cura", afirma o cirurgião plástico Alderson Luiz Pacheco. No entanto, entre as mulheres, o câncer de mama é o que mais preocupa e a estimativa do INCA é que pelo menos 52 mil brasileiras sejam diagnosticadas com a enfermidade ainda este ano, sendo que destas, 20 mil terão que retirar as mamas e apenas 10% delas terão a chance de passar pela reconstrução da região no mesmo tempo cirúrgico, divulgou a Sociedade Brasileira de Mastologia.

"A retirada das mamas é um processo que compromete diretamente a autoestima das mulheres, afeta a estética e o impacto com a situação pode provocar alterações psicológicas", explica Pacheco que alerta que a média da estatística do risco de surgimento do câncer de mama é de 52 casos em cada 100 mil mulheres, um número ainda considerado alto tendo em vista as possibilidades de prevenção e diagnóstico precoce. "Ou seja, a realização regular de exames é fundamental para detectar a doença", observa o médico.

Os principais fatores de risco para o câncer de mama são a idade da primeira gestação - a partir dos 30 anos o risco é maior, uso de anticoncepcionais orais, menarca precoce, menopausa tardia, reposição hormonal, história da doença na família e alta densidade do tecido mamário. "Este último fator está relacionado à razão entre o tecido adiposo, ou seja, a gordura da mama, e o tecido glandular. O controle do peso corporal é fundamental, já que o excesso de gordura no organismo aumenta as chances de ocorrerem alterações", aponta Pacheco.

Os cuidados para prevenir a doença que afeta as mamas já são bem conhecidos, mas nem todo mundo faz a prevenção da forma correta. Alimentação saudável, prática diária de exercícios físicos, abandono de hábitos maléficos a saúde, como a ingestão de bebidas alcoólicas e o tabagismo, realização anual de exame clínico das mamas e mamografia para mulheres acima dos 50 anos, são recomendações que diminuem os riscos do câncer de mama. Se houver histórico de câncer de mama na família a primeira mamografia deve ser feita aos 30 anos, caso contrário o exame deve ser realizado a partir dos 35 anos. "O câncer é o crescimento descontrolado de células anormais, que invadem tecidos e órgãos. Quanto mais saudável o estilo de vida, menos são os riscos", afirma.

Prótese de silicone não causa câncer de mama

De acordo com cirurgião plástico, não há comprovações científicas que indiquem o aumento ou a redução das probabilidades de surgir câncer de mama em mulheres que se submeteram ao implante de silicone. "A prótese não provoca câncer e também não prejudica a realização de exames que detectam a patologia. Com ou sem silicone, o importante é fazer o autoexame e as demais avaliações todos os anos e conversar com o médico sobre os fatores de risco, levando em consideração os aspectos singulares de cada caso", destaca.

As próteses de silicone passaram a ser mais temidas após problemas com as marcas PIP e Rofil, da França e da Holanda respectivamente. O cirurgião esclarece que estas fabricantes utilizaram silicone industrial na fabricação do produto, o que aumenta a probabilidade de ocorrer rompimentos. "Estes foram casos isolados, nos quais o poder público, a Anvisa e as entidades de cirurgia plástica estão dando as orientações pertinentes. Quem possui a prótese destas marcas deve procurar seu médico, mas não é necessário pânico. A recomendação da SBCP é trocar inicialmente as prótese que estão rompidas e o procedimento já pode ser feito em alguns hospitais do SUS", acrescenta o especialista.

Por Paula Perdiz

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