Câncer de Mama: do autoexame à mamografia

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Conheça a importância de cada exame na prevenção da doença

Do autoexame à mamografia Você sabe quem é quem

Com a chegada do Outubro Rosa o câncer de mama e seus métodos de prevenção entraram em evidência, tanto nas mídias convencionais quanto nas redes sociais. Mas você sabe quais são todos os métodos de detecção, como eles funcionam e qual sua eficácia? Não? A gente explica.

Autoexame

É o exame feito pela própria mulher para detectar quaisquer diferenças na mama, como nódulos e deformações. É indicado que ele seja feito mensalmente, no mínimo, mas a facilidade de realização torna possível fazê-lo diariamente, após o banho, por exemplo.

"Mulheres com mais de 40 anos (ou mais cedo, se houver histórico familiar) não devem confiar tão somente no autoexame de mama", afirma Aron Belfer, médico radiologista do CDB (Centro de Diagnósticos do Brasil) Premium. "Na maioria dos casos, quando é possível detectar algum nódulo pela palpação das mamas, é sinal de que o tumor não está mais em estágio inicial", completa.

Exame clínico

É o mesmo procedimento feito em casa pela própria mulher, mas efetuado por um médico. É indicado que este seja feito junto com a consulta ginecológica a cada seis meses. Além do ginecologista, existe o mastologista, um profissional especializado em mamas. Em caso de dúvidas, o ginecologista pode encaminhar a paciente ao mastologista. É bom lembrar, também, que a mamografia não substitui o exame clínico, já que alguns nódulos não aparecem na mamografia, mas são palpáveis.

Mamografia

É um raio-x feito em um aparelho especial que comprime a mama entre duas placas de acrílico. Devido à pressão, esse pode ser um processo incômodo, principalmente se as mamas estiverem doloridas, como ocorre antes da menstruação. Por isso é indicado fazer esse exame cerca de uma semana após ter menstruado. Este exame é obrigatório para mulheres após os 40 anos e já a partir dos 35, caso existam casos de câncer mamário na família. É feito, geralmente, uma vez por ano. "A mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Em alguns casos, entretanto, procedimentos complementares são necessários. Entre 20% e 35% das lesões detectadas precisam ser avaliadas por outros métodos", explica a doutora Vivian Schivartche, especialista em diagnóstico de mama do CDB.

Tomossíntese

"Na mamografia tomográfica, ou tomossíntese, o equipamento é semelhante a um mamógrafo digital. Trata-se de uma tecnologia que adquire uma série de imagens bidimensionais (2D) da mama comprimida durante o deslocamento em arco do tubo de raios-x", explica Aron. Com a ajuda do computador, reconstrói-se a mama tridimensionalmente. Assim, com imagens em lâminas correspondentes a um milímetro de espessura, a detecção de lesões sutis é ampliada e a localização espacial torna-se muito melhor. "Trata-se de um método que traz aumento de sensibilidade (maior detecção de câncer) e especificidade (menos falso-positivos)", completa o médico. Esse exame deve ser realizado com a mesma frequência da mamografia, não sendo necessário realizar ambos no mesmo ano.

Ultrassonografia

"A ultrassonografia difere da mamografia porque não comprime a mama nem usa raio-X", esclarece a doutora Vivian. O aparelho é passado sobre a mama com gel e fornece imagens em tempo real do interior da mama. É usada em mulheres jovens, pacientes de alto risco ou em nódulos palpáveis, para avaliar alterações diagnosticadas na mamografia ou ressonância magnética. O médico é quem recomenda esse tipo de exame, não havendo, assim, periodicidade indicada.

Estudo Doppler

É um método adicional do ultrassom, feito em aparelho semelhante, que ajuda a decidir se a alteração detectada pela ultrassonografia merece ser biopsiada ou acompanhada. Consiste em avaliar o fluxo sanguíneo através dos vasos para constatar se há vascularização ou não em um nódulo mamário, o que, em alguns casos, fornece informações adicionais sobre a natureza do nódulo.

Elastografia

É um método considerado revolucionário por oferecer uma nova informação na área da imagem. É capaz de avaliar o grau de elasticidade ("dureza") dos tecidos normais e doentes. Os tumores no câncer de mama são duros e fixos, enquanto o tecido mamário saudável é mais mole e flexível. Assim é possível fazer uma diferenciação mais clara e evitar falso-positivos. Assim como o Doppler, é um método adicional ao ultrassom.

Ressonância Magnética

Combinando campos magnéticos, ondas de rádio e sistemas de computador para obter imagens tridimensionais, esse exame sem radiação é utilizado para ver a extensão de uma alteração registrada na mamografia ou no ultrassom. A realização é discutida e decidida pelo médico que estiver tratando a paciente. "A RM é o exame que melhor define a situação em pacientes com suspeita de rompimento de prótese", adiciona a doutora Vivian.

Biópsia

É o único exame capaz de diagnosticar o câncer ao examinar minuciosamente o tipo do tecido doente. Retira-se um pedaço do nódulo suspeito por meio de uma pequena cirurgia (ou com agulhas, dependendo do tipo de nódulo). O material é analisado e, caso necessário, faz-se a cirurgia para retirada do tumor alguns dias depois.

Segundo doutor Aron Belfer, existem vários tipos de cânceres de mama que podem se apresentar de diferentes formas. Alguns como calcificação, outros como nódulos e outros que infiltram o tecido normal de uma forma tão sorrateira que não podem ser distinguidos nem pela mamografia, nem por outros métodos.

"Alguns nódulos malignos têm as mesmas características dos benignos nos exames de imagem. A velocidade de crescimento dos tumores também é outro fator importante. Os de crescimento rápido aparecem no intervalo entre as mamografias anuais". Dra. Vivian completa: "As mulheres devem consultar um ginecologista pelo menos uma vez ao ano, quando, através de exame clínico, avaliação da história familiar e pessoal, ele poderá definir o tipo de exame mais indicado".

Caso a paciente note qualquer alteração nas mamas (como nódulo palpável, descamação no mamilo, secreção espontânea de cor clara ou com sangue, retração do mamilo ou da pele, etc.), deve procurar imediatamente um médico ginecologista ou mastologista para investigar a alteração.


Juliany Bernardo (MBPress)

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