Cão ‘prevê’ ataques epiléticos de menina na Irlanda

A mãe disse que notou que a agitação do cachorro aumentava cada vez antes de um ataque

Cão prevê ataques epiléticos de menina na Irlanda

Os cães quase sempre nos surpreendem. Recentemente, na Irlanda, um dogue alemão doméstico conseguiu prever que sua pequena dona teria um ataque epilético poucos minutos depois.

A família notou a habilidade de Charlie, o cachorro, anos atrás, quando ele começou a ficar agitado e a andar em círculos em torno Brianna, e minutos depois ela teve um ataque epilético.

A mãe disse que notou que a agitação do cachorro aumentava cada vez antes de um ataque. E comenta que desde então o cão raramente sai do lado de Brianna e a encosta contra alguma superfície se sente que ela está prestes a convulsionar.

Não há provas científicas de que cães possam detectar esse mal, mas instituições britânicas já treinam os animais para identificar problemas de saúde em humanos. Tanto que estudos científicos têm demonstrado que alguns cães podem ser treinados para "farejar" cânceres e detectar baixos níveis de açúcar no sangue em pacientes diabéticos. Mas até o momento não há nenhuma prova científica conclusiva de que os caninos tenham capacidade de prever ataques epiléticos em humanos.

A instituição Support Dogs treina "cães que alertam sobre convulsões" e alega que um animal treinado pode "dar entre 10 e 55 minutos de aviso prévio sobre um iminente ataque".

A executiva-chefe da Medical Dection Dogs, Claire Guest, tem experiência pessoal sobre a capacidade dos animais em detectar doenças graves. Ela disse que estava ensinando cães a reconhecer tipos de câncer quando um deles "começou a chamar sua atenção". Posteriormente, ela descobriu que tinha um câncer de mama em estágio inicial.

Guest lembra, porém, que ainda não está claro como alguns cães poderiam prever ataques epiléticos. Ela acha que a habilidade poderia ser desencadeada pelo cheiro, mas os cães podem também estar respondendo a sinais visuais.

A epilepsia é uma doença que afeta o sistema neurológico e pode levar a convulsões traumáticas, como um estado de transe profundo, ou convulsões violentas, durante as quais ela corre o risco de cair e bater a cabeça.

Natália Farah


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