Centro de recompensa do cérebro tem ligação com obesidade

Centro de recompensa do cérebro tem ligação com ob

Pesquisadores da Unidade de Cérebro e Cognição do Conselho de Pesquisas Médicas do Reino Unido, com auxílio da Ressonância Magnética mostraram que os "centros de recompensa" do cérebro de algumas pessoas são particularmente mais sensíveis às propagandas, às embalagens de alimentos (pela visão, olfato e audição) e aos próprios alimentos apetitosos (visão, paladar) que de outras.

Esse centro é composto de uma rede complexa de neurônios que quando ativada por uma percepção ou atividade que dá prazer, fornece uma recompensa que leva a pessoa a repetir a sensação ou atividade.

Essas pessoas, quando seus "centros de recompensa" são estimulados por imagens de alimentos, tendem a comer mais e a ser obesos.

Os pesquisadores mostraram fotos de comidas altamente apetitosas, como bolo de chocolate, de comidas consideradas sem-graça, como brócolis cozido, e comidas nojentas, como carne apodrecida, aos voluntários.

Ao mesmo tempo, eles mediram as atividades cerebrais usando um sofisticado equipamento de ressonância magnética. Os alimentos indesejáveis causam rejeição.

Depois do teste, os pacientes completaram um questionário que mediu o desejo geral por recompensas ou por atingirem objetivos.

Os resultados mostraram que os pacientes cujos questionários demonstravam maior sensibilidade à recompensa, também apresentaram maior atividade no cérebro.

Essas descobertas mostram que, mesmo em indivíduos saudáveis, os "centros de recompensa" do cérebro de algumas pessoas são mais sensíveis a alimentos apetitosos e mais vulneráveis a desenvolver desordens como comer compulsivamente.

Daí compreende-se que crianças e adultos que são constantemente estimulados com imagens de alimentos apetitosos pela TV, por embalagens de salgadinhos, bolachas e chocolates, variedade e quantidade exagerada de alimentos na mesa, tendem a obesidade por desenvolverem hábitos e compulsões. E são mais difíceis de emagrecer.

A pesquisa conclui que a dificuldade para emagrecer não é explicada simplesmente por falta de força de vontade ou gula. Nestes casos devemos recorrer a métodos que possam diminuir a exposição dos alimentos, das propagandas, das embalagens, através da visão, olfato, paladar e audição para enfraquecer o hábito e a compulsão.

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