Cirurgia bariátrica: é comum engordar novamente?

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50% das pessoas que se submetem à cirurgia engordam novamente

Cirurgia bariátrica é comum engordar novamente

"Fiz cirurgia bariátrica e engordei novamente". Você já ouviu ou viu essa história por aí? Acredite, ela é bastante comum. Segundo Liliane Oppermann, nutróloga especialista em acompanhamento pré e pós-cirurgia bariátrica, metade das pessoas obesas que fazem redução de estômago volta a engordar parcialmente, e 5% ganham todo o peso de novo.

Depois de realizada a cirurgia bariátrica, o paciente deve manter novos hábitos de vida, incluindo uma alimentação saudável de boa digestibilidade, exercícios físicos e acompanhamento médico periódico. Se não houver essa adaptação, as chances de engordar novamente são bem grandes.

"O que ocorre em alguns casos, é que o paciente depois de operado não tem por prioridade a reeducação alimentar e inclui no seu dia a dia alimentos de alto valor energético que não ocupam muito volume gástrico, mas são demasiadamente calóricos, tais como leite condensado e bebidas com açúcar. Estes maus hábitos, somados ao sedentarismo, contribuem para o ganho de peso após algum tempo", explica a nutróloga.

A cirurgia bariátrica é indicada para indivíduos com IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 40, classificados como obesos grau III, ou com IMC acima de 35 que tenham complicações, tais como pressão alta de difícil controle, diabetes ou obesos a mais de dois anos, no mínimo.

"O primeiro passo é tentar emagrecer com acompanhamento nutricional e exercícios físicos. A cirurgia deve ser indicada em último caso, mesmo por que exige comprometimento antes e após a cirurgia. O paciente deve passar por uma reeducação alimentar para evitar complicações, tais como falta de vitaminas e minerais. Além disso, deve haver um acompanhamento psicológico pré e pós-cirurgia, para que o paciente evolua bem, se adapte com os novos hábitos e não volte a engordar", explica a nutróloga.

Depois de ganhar o peso novamente, há pessoas que optam por repetir a operação, mas isso pode ser bastante prejudicial. "Pode causar diversos efeitos colaterais, tais como fístula (vazamento do conteúdo do estômago ou do intestino para a cavidade do abdômen ou pele), embolia pulmonar (coágulo no pulmão), infecção, pneumonia, sangramentos, distúrbios nutricionais, alterações psicológicas, inchaço abdominal, evacuação fétida ou gases. Mulheres já em risco de osteoporose podem ter perda intensificada de cálcio no osso; pode ocorrer anemia crônica, devido à deficiência de vitamina B12.

Liliane explica que o rápido esvaziamento do conteúdo do estômago para o intestino delgado é conhecido como "síndrome de dumping". Às vezes, isso é desencadeado quando muito açúcar ou grande quantidade de alimento é ingerido. Embora não seja considerado como um sério risco para sua saúde, os resultados podem ser muito desagradáveis e incluir náusea, fraqueza, transpiração, fragilidade e ocasionalmente, diarréia, após as refeições. Alguns pacientes não conseguem comer qualquer forma de doces após a cirurgia.

"O acompanhamento médico junto a uma equipe multidisciplinar é indispensável, além de uma boa alimentação, exercícios físicos e o conhecimento dos riscos apresentados", finaliza.

Por Helena Dias


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