Como chegar em forma aos 100 anos - ou mais!

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Chegue em forma aos 100 anos

Se a velhice é inevitável... cuide-se! Chegar a idades avançadas acompanhado de qualidade de vida física e mental é possível e, claro, fundamental.

O aumento da longevidade no Brasil é confirmado a olhos vistos. Cada vez mais tornam-se comuns notícias de pessoas que completam 100 anos de idade ou até mais. E conseguir emplacar a velhice com sucesso depende de alguns cuidados que devem ser iniciados ao longo da vida.

Por volta dos 40 anos, por exemplo, as pessoas já podem procurar o acompanhamento de um geriatra, médico especializado no tratamento de idosos. Segundo a especialista na área, Dra. Luciana Pricoli Vilela, nem todas as doenças que surgem durante a velhice são ainda totalmente evitáveis, mas muitas delas podem ser, pelo menos, minimizadas.

Ela explica que o envelhecimento pode ocorrer de forma normal (senescência) ou patológica (senilidade). "O avançar do tempo traz alterações no organismo que são notadas quando o comparamos ao desempenho do adulto jovem. Ainda que contínuas, essas alterações não são intensas o suficiente para comprometer a vida do idoso a ponto de ele perder independência e autonomia. Alguns exemplos: diminuição do vigor, da força e da rapidez de reações e funções físicas e mentais".

Já os efeitos ao longo dos anos de doenças mal controladas, diz a médica, levam a desgastes do organismo que vão além do processo natural. "O diagnóstico precoce e o acompanhamento rigoroso das doenças que por ventura nos acometerem ao longo da vida são essenciais para um envelhecimento saudável. São exemplos de comprometimentos frequentes relacionados a processos anormais do envelhecimento: doenças cardíacas decorrentes de hipertensão arterial e/ou diabetes, dificuldade motora por causa de artrose, perda de memória devido à doença de Alzheimer, doença pulmonar causada pelo tabagismo."

Preparo Físico

A prática de exercícios físicos também deve fazer parte da vida de quem pretende chegar à velhice sem dores diversas. Segundo o professor de Educação Física, especialista em treinamento esportivo e treinamento de força, Wilson Roberto Dias, entre 30 e 35 anos já acontece uma perda de massa muscular que torna imprescindível a prática de exercícios resistidos, sejam eles com pesos, em aparelhos, com elásticos ou com o próprio peso corporal.

"Esses exercícios, quando realizados sob supervisão de um bom profissional, elevam muito pouco a freqüência cardíaca e apresentam baixo risco de AVCs. Assim, caso o idoso não apresente lesões musculares ou articulares, não vejo problema algum em ele se exercitar".

O sedentarismo nos anos anteriores à velhice, diz o especialista, é um dos responsáveis pelas dificuldades futuras em realizar atividades da vida diária, como andar, sentar e levantar, calçar os sapatos, carregar as compras.

"O sedentarismo também causa a diminuição da flexibilidade. As mulheres ainda têm o agravante da osteoporose. Correr, caminhar, dançar três vezes por semana é a recomendação para prevenção dessa doença".

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