Como emagrecer? Eis a questão

Como emagrecer Eis a questão

Na edição de abril de 2005 da Seleções Reader’s Digest, Michelle Stacey publicou uma matéria intitulada "A nova forma de perder peso", concluindo que as pessoas perdem peso de maneiras diferentes e que cada pessoa tem uma chave oculta para emagrecimento.

Depois da minha experiência pessoal de ter emagrecido 34 quilos em 5 meses, e, até o presente momento ter colaborado para que mais de duas mil e quinhentas pessoas perdessem peso, concordo plenamente com a matéria.

Considerando que o ser humano necessita da energia diária dos alimentos para convertê-la em energia muscular, química, cerebral, etc., o ato de alimentar-se é acompanhado de fatores emocionais, culturais e pessoais.

A pessoa é muito mais emocional do que racional, portanto depende das emoções e sentimentos de cada momento. Depende dos relacionamentos inter-pessoais e intra-pessoais, sendo este último bastante influenciado pelos genes herdados dos pais. Só no item emocional encontramos muitos transtornos como timidez, depressão, idéias obsessivas, compulsões, culpas, raiva, estresse, que influenciam o ganho ou perda de peso.

A cultura e os costumes também interferem no emagrecimento ou na aquisição da obesidade. Temos o exemplo dos Estados Unidos em que a quantidade de obesos é alarmante. O modo da alimentação contribui para isso.

O exagero do fast food, inclusive no desjejum, o comer rápido e em qualquer lugar para não perder tempo. Certos países utilizam demais os carboidratos e outros a carne.

Finalmente o fator pessoal, em que a genética pode propiciar certas tendências, cada pessoa tem um tipo de metabolismo, lento ou rápido, capacidade maior ou menor de armazenar gordura, gostar ou não de fazer exercícios físicos, estilo de vida, se é homem ou mulher. O sistema nervoso autônomo também interfere diferentemente.

À medida que abrimos o leque de assuntos de cada fator, compreendemos que é impossível encontrar a dieta perfeita para todas as pessoas. Cada uma se adapta melhor a uma ou outra em certas circunstâncias ou período de sua existência. Tudo é importante em determinado contexto.

O ser humano precisa ser tratado na sua integralidade. Tem que ser compreendido o momento que está vivendo como e onde está vivendo. Família, cônjuge, trabalho, estudo, lazer, religião, tudo é importante.

Dizer que determinada droga ou fórmula medicamentosa funcionará igual para todas as pessoas é balela. Dizer também que a droga para diminuir a fome tem efeitos colaterais, mas que eles compensam o benefício do emagrecimento é outra balela.

Cada pessoa para emagrecer deve ser tratada como um ser total: ter seus problemas emocionais sanados, obter uma educação alimentar saudável e praticar exercícios. Eis a solução. O resto é paliativo.

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