Como identificar o vício em cirurgias plásticas?

Faz uma cirurgia atrás da outra? Cuidado, você pode estar com Transtorno Dismórfico Corporal
vício em cirurgia plástica

Foto: iStock_GeloKorol

Vivemos em uma sociedade que de diversas maneiras nos impõe um padrão de beleza, nas revistas, televisão.E hoje em dia é crescente o número de pessoas que se expõem e dão dicas de beleza nas redes sociais. O cuidado com a beleza é importante e necessário, pois está relacionado com a nossa autoestima, ou seja, a imagem e estima que temos por nós mesmos.

Porém é importante lembrar que a autoestima está relacionada à aceitação da nossa identidade, ou seja, nossa aceitação como um todo. Isto quer dizer que você pode ter umas gordurinhas sobrando aqui ou ali, mas precisa estar feliz com quem você é. Sua alegria, carisma, gentileza... São diversas características que te tornam único (a), isto faz parte da sua identidade, e não apenas o aspecto físico.

Ao contrário do que a mídia vende, beleza não está diretamente atrelada a felicidade, e a preocupação excessiva com a aparência pode ser um indício de que algo não está bem do ponto de vista emocional.

Transtorno Dismórfico Corporal, ou Dismorfofobia é o nome que se dá ao transtorno de imagem que leva pessoas a procurarem um padrão inalcançável de beleza, além de potencializar e distorcer aspectos do próprio corpo, que levam a uma insatisfação constante.

1. Como saber se você é viciado em Cirurgias Plásticas?

O que identificamos em pessoas viciadas é que elas dificilmente ou nunca estão satisfeitas com os procedimentos que realizam. Logo ao realizar um procedimento estão se programando para o próximo e assim por diante. Possuem um padrão de beleza que se torna cada vez mais inalcançável e possuem dificuldade até mesmo em reconhecer os benefícios das cirurgias e procedimentos que já foram realizados.

2. Até que ponto aquela pequena correção de beleza é saudável?

cirurgia plástica

Donatella Versace Foto: Reprodução

É saudável até quando a pessoa consegue enxergar um limite que é compatível com aqueles da sociedade que a permeia, pois quando passa dos limites, o próprio círculo social (amigos, familiares) passa a alertá-la sobre o exagero.

Corrigir imperfeições é válido e saudável principalmente se a imperfeição causa problemas na autoestima e aceitação da pessoa, podendo causar até mesmo implicações psicológicas, como fobia social. Porém o fator autoestima não deve estar estritamente ligado à aparência física.

3. Como saber se a insatisfação com a imagem é um problema psicológico?

cirurgia plástica

Janice Dickinson Foto: Reprodução

É preciso conhecer a pessoa e um pouco do seu histórico, pois normalmente a falta de aceitação consigo e com o corpo tem início na infância e envolve questões como uma baixa estima que está diretamente ligada à aparência.

Nestes casos, pode-se observar uma insatisfação que extrapola os limites da beleza, mas, na ausência de recursos para lidar com as questões de cunho emocional, toda insatisfação é canalizada para a aparência física.

Por Psicóloga Ana Carolina Perez

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