Como se ver livre das alergias respiratórias?

Como se ver livre das alergias respiratórias

Com a chegada do inverno, muitas pessoas, especialmente crianças e idosos, são acometidas pelas alergias sazonais da estação. Tosse, coriza, coceira nos olhos, garganta e até mesmo na pele são sintomas das crises alérgicas.

As doenças de inverno mais comuns são a asma, rinite, sinusite, gripe, resfriado e bronquite, além das infecções respiratórias virais. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), a asma atinge 10% da população brasileira e é responsável por 400 mil internações hospitalares por ano e dois mil óbitos.

A asma é uma doença pulmonar inflamatória crônica, com episódios recorrentes de falta de ar, tosse crônica, chiado e aperto no peito, que se agrava à noite e nas primeiras horas da manhã. "A gravidade da asma varia de pessoa a pessoa, daí a classificação de leve, moderada e grave", explica a alergista e diretora da Associação Brasileira de Asmáticos, Yara Mello.

No caso do publicitário Rodrigo Martins Ferreira, 23 anos, a crise de asma voltava apenas no inverno. "Toda vez que colocava uma blusa de frio e me cobria com cobertor, eu não dormia direito. Meu nariz ficava escorrendo e eu ficava sem ar muitas vezes. Só ficava melhor depois que o inverno passava", conta o publicitário.

Segundo Yara Mello, os fatores desencadeantes ou agravantes são: alérgicos (pó domiciliar, ácaros, fungos, polens, pêlo e saliva de animais), infecção respiratória viral, irritantes (fumaça em geral e principalmente de cigarro, poluição do ar, aerossóis, etc) variação climática como exposição ao frio, alteração emocional, medicamentos (aspirina, anti-inflamatório não hormonal, beta-bloqueadores) e exercícios. "Alguns pacientes asmáticos podem apresentar história familiar de asma e/ou rinite", diz Yara.

O tratamento da asma é um programa de parceria do médico e o paciente e, ou seus familiares. "Orientar o paciente a identificar e evitar os fatores agravantes e desencadeantes especialmente no ambiente domiciliar. Educar e orientar o paciente sobre sua doença para que possa entender o processo de inflamação e a broncoconstrição [estreitamento do brônquico], diferenciando os dois tipos de medicamento. Os de alívio imediato que são os brocodilatadores, os que agem na inflamação e os antiinflamatórios inalatórios para tratamento de manutenção".

Prevenção

Um dos fatores que previne alergias é abrir janelas e deixar o sol entrar em casa e no ambiente de trabalho. Segundo a psicóloga e alergista Raquel Siqueira, isso diminui a proliferação de ácaros e fungos, muito prejudiciais a quem tem alergia respiratória. "Uma medida importante é lavar cobertores e roupas de inverno que ficaram guardados do ano anterior e eliminar poeira e mofo dos ambientes", aconselha a alergista.

Outra recomendação dos especialistas é que os portadores de asma ou rinite troquem os lençóis de cama pelo menos uma vez a cada sete dias, evitem sair de ambientes quentes e ir para lugares muito frios, evitem fumaça de cigarro e odores fortes como perfumes de limpeza da casa. "Além disso é importante manter uma alimentação saudável, rica em verduras, frutas e legumes. A pele também deve ser cuidada com uso constante de cremes hidratantes", recomenda Raquel.

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