Consultas periódicas ao oftalmologista previnem o glaucoma

Se não tratada, a doença ocular, que é silenciosa, pode levar à cegueira

Consultas periódicas ao oftalmologista previnem o

É fato de que as pessoas só procuram um oftalmologista quando têm dificuldades de enxergar. No entanto, o hábito de se consultar pelo menos uma vez ao ano ajuda na prevenção do glaucoma, doença ocular silenciosa que pode ocasionar a cegueira.

A constatação foi feita pela Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG). Segundo o órgão, cerca de 80% dos glaucomatosos (quem têm glaucoma) buscaram ajuda médica depois de perceberem alterações como olhos vermelhos, desconforto, embaçamento e até perda parcial da visão.

O levantamento foi feito com 100 portadores de glaucoma de três hospitais escola em São Paulo: Santa Casa, Unifesp e Unicamp. A pesquisa revelou que a maioria dos indivíduos chega ao consultório com muita perda do campo visual e alto impacto na qualidade de vida, deixando de desenvolver atividades que antes eram comuns e independentes.

Entre os entrevistados, 69% tiveram a capacidade de leitura significativamente reduzida com o glaucoma, 65% disseram que a adaptação à mudança de ambiente claro para escuro e vice-versa é a maior barreira causada pela doença e para 50% caminhar passou a ser muito difícil.

Para o presidente da SBG, Eduardo Lima, é importante alertar que a simples aferição da pressão intraocular é inconclusiva para o diagnóstico, uma vez que a pressão não é constante e pode estar baixa na hora do exame.

Segundo o presidente, é necessário fazer também o exame de fundo de olho, que mostra os sinais que o glaucoma deixa. "Quem tem miopia, por exemplo, costuma ser acompanhado por um médico, que vai indicar o exame adequado. O problema são as pessoas que não têm problemas de vista, e quando chegam aos 40 e apresentam dificuldade na leitura, pensam que a compra de óculos vai resolver tudo", explica Lima.

O glaucoma é assintomático, ou seja, não apresenta sintomas. Por isso é válida a consulta periódica ao oftalmologista. No grupo de risco, ou seja, das pessoas que têm mais propensão à doença, estão pessoas com mais de 40 anos, negros, casos na família e aqueles que usam esteroides por longos períodos.

E quanto mais cedo detectar o problema, maiores as chances de reverter essa enfermidade que não tem cura, mas possível de ser controlada e tratada com medicamentos (como colírios e comprimidos), laser e até cirurgias.

Natália Farah


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