Controle de natalidade

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Controle de natalidade

Casar pode parecer brincar de casinha, principalmente no início da relação sob o mesmo teto, mas na hora de planejar filhos, é preciso esquecer a diversão e pensar seriamente. Colocar um bebê no mundo significa muito mais que ter uma gracinha crescendo dentro de você e, depois de nove meses, sendo a alegria da família. É preciso planejar!

A assistente social Marlete Maier explica que devem ser levados em consideração muitos fatores antes de se decidir em aumentar a prole. "Situação financeira, saúde do casal, idade e vontade mesmo são alguns deles. Até porque é muito particular a questão do planejamento, de quantos filhos um casal quer ter", pontua. Segundo ela, a carência de conscientização sobre a responsabilidade de se ter um filho é enorme. "E falta de informação acaba acarretando em problemas ou dificuldades bem grandes".

Mas será que a solução é mesmo um controle rígido de natalidade? Segundo Marlete, o Governo já realiza um trabalho de orientação sobre isso. "Existem programas de planejamento familiar, onde profissionais da área da saúde repassam informações sobre os métodos anticoncepcionais, a correta forma de utilização e a melhor escolha para o casal".

Esses programas também fazem conscientização quanto à saúde do homem e da mulher em geral. "Os profissionais recebem treinamento sobre todos os métodos, a melhor forma de abordagem e sobre outras demandas que podem aparecer. Dependendo do atendimento, eles realizam os encaminhamentos necessários".

Marlete lembra ainda de que a Constituição Federal do Brasil estabelece que o planejamento familiar é livre decisão do casal, sendo do Estado o dever de propiciar recursos para o exercício desse direito. "A Lei nº 9.263, de 1996, regulamenta o planejamento no Brasil e o entende como o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direito igual de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal".

Mas com tanto desemprego, baixos salários e dificuldades, as famílias têm decido diminuir. Os casais trocaram filhos por cachorros e o planejamento, agora, é pela negação da paternidade ou maternidade. "Os casais estão cada vez mais optando por não ter filhos. Observo muito em meu consultório que eles não passam de dois e já se programam para fechar a fábrica", relata a psicóloga Jacy Bastos. O fato de a mulher trabalhar fora, segundo ela, influencia nessa decisão.

Marlete analisa que uma cidade com menos pessoas necessita de menos recursos, menos investimentos em segurança ou questões ambientais. "Mas o Estado também recolhe menos, então acaba ficando tudo na mesma".

Ela acredita que os países subdesenvolvidos necessitam de um maior controle de natalidade, por motivos óbvios de gestão da população. E lembra que nos desenvolvidos os cidadãos recebem até incentivo para ter mais filhos. "Depende mesmo da realidade de cada local".

Nesses países, a população envelheceu e agora falta mão-de-obra jovem. O Brasil vai pelo mesmo caminho, com uma expectativa de vida mais longa e menos filhos por família.

Mas aí, sem população economicamente ativa, será que o país pode sofrer? "Não vejo uma sociedade com mais pessoas idosas como um retrocesso. Muito pelo contrário, temos bastante o que aprender com eles. O problema é que, com muitos idosos, a previdência social (falida) que temos possui muita dificuldade em manter os pagamentos e, infelizmente, precisam dos trabalhadores ativos para manter essa cobertura".

A estabilização, então, é a melhor alternativa para balancear essa matemática da vida em família. Com equilíbrio na faixa etária, as coisas ficariam bem mais fáceis - inclusive para os bebês e avós do mundo.

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