Cuidado com as doenças do outono!

Recomendações para reduzir os riscos de contrair doenças comuns da estação

Cuidado com as doenças do outono

O outono acabou de chegar e com ele vem o frio e o ar seco. Nessa época do ano, é preciso ter cuidados especiais com algumas doenças, já que as características do clima propiciam seu surgimento e sua disseminação.

As infecciosas são algumas delas, podendo ser transmitidas principalmente por vírus e bactérias. Esses micro-organismos entram no corpo, contagiando-o através de gotículas dispersas no ar e também pelo contato com superfícies contaminadas.

"São doenças como resfriados, gripes, faringites, sinusites, pneumonias etc. Os olhos sofrem com conjuntivites e processos alérgicos são comuns, por exemplo, rinite. Se não bastasse, há também uma alteração comportamental no outono que piora o cenário. Com as temperaturas mais baixas, as pessoas tendem a buscar lugares fechados, onde há aglomerações. Isso predispõe a disseminação de patógenos pelo ar e por superfícies", conta o Dr. César Maurício da Silva, coordenador do Pronto Socorro Adulto do Hospital Carlos Chagas, em Guarulhos, SP.

Ainda segundo ele, as pessoas com imunidade mais debilitada, como idosos e portadores de enfermidades crônicas, e aquelas com imunidade imatura, no caso, crianças, são as mais atingidas. No entanto, também são muito vulneráveis pacientes que usam medicamentos que deprimem a imunidade, por exemplo, quimioterápicos e corticóides. "Os fumantes têm risco ampliado, já que ao fumar há a agressão das vias aéreas, que comprometem suas estruturas de defesa", explica o especialista.

Entre as enfermidades mais frequentes durante o outono, pode-se destacar a gripe. Para tentar diminuir o número de infectados, o ministério da saúde vai distribuir cerca de 42,9 milhões de doses da vacina contra essa doença em 65 mil postos de atendimento de saúde, entre 15 e 26 de abril. Segundo o Dr. Silva, as pessoas devem ser estimuladas a se vacinar, sobretudo, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

A vacinação tem diminuído muito a incidência dessa enfermidade. No entanto, vale ressaltar, ela não torna o indivíduo imune a todos os tipos de vírus da gripe. Em geral, é preparada com base nas variantes mais comuns. Então, se uma pessoa tiver contato com uma variedade do vírus para a qual não recebeu imunização, a doença pode se desenvolver.

Outro detalhe está relacionado à confusão que existe na identificação de gripe e resfriado. "Muitos consideram ambas como sendo a mesma enfermidade, mas não é. A gripe é causada pelo vírus influenza e tem sintomas mais fortes, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e prostração, além de tosse e coriza. Alguns casos podem evoluir e se tornar muito graves, com inflamação dos pulmões e grande dificuldade para respirar. Enquanto o resfriado costuma ser mais brando. Pode haver ou não febre, sendo comum que o doente tenha tosse, coriza, obstrução nasal e dor de garganta. É causado por vários tipos de vírus como o rinovírus, adenovírus, coronavírus e vírus sincicial respiratório", explica o médico.

Confira a seguir algumas recomendações para reduzir os riscos de contrair doenças do outono.

- Hábitos eficazes de higiene, como lavar frequentemente as mãos, evitar levar as mãos "sujas" aos olhos, boca e nariz; lavar as mãos antes de manusear alimentos; usar lenços descartáveis para limpar e assuar o nariz; cobrir a boca ao tossir etc.

- Pessoas mais vulneráveis, como idosos, crianças mais novas e doentes, devem evitar grandes aglomerações.

- As roupas devem ser adequadas à temperatura. Quando estiver mais frio, é recomendado se agasalhar melhor.

- Aqueles que apresentam sintomas, como tosse, febre, falta de ar e corrimento nasal, devem procurar o serviço médico para tratamento e orientação, o que pode evitar a disseminação.

- Há vacinas, como a da gripe, que reduz sensivelmente a chance de desenvolver a doença. Elas devem ser tomadas, principalmente, por populações de risco.

Por Marisa Walsick (MBPress)

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