Cuidados à flor da pele

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Cuidados à flor da pele

Quantas vezes você prestou atenção no rótulo de um hidratante ou de um sabonete para conhecer as substâncias presentes na fórmula do produto?

Nem todo mundo tem esse hábito, até descobrir que tem alergia a determinados cosméticos.

Manter a pele limpa, saudável, bonita e cheirosa é essencial para quem se preocupa com a estética. No entanto, o que existe para deixá-la bela pode provocar dermatite. E quando o problema aparece, coçar e esfregar o local atingido, além de não aliviar, pode levar a um aumento ainda maior da irritação da pele.

Assim, a simples atitude de evitar o contato direto das mãos com os produtos e substâncias que provocaram a dermatite é suficiente para que em alguns dias já se comece a notar melhoras.

Em pouco tempo, o aspecto de vermelhidão da pele desaparece, as bolhas ‘estouram’, formando crostas que secam rapidamente. A melhora prossegue com o fim das coceiras, e a aparência da pele volta ao normal, sem descamações. Isto pode acontecer entre um período de dias ou semanas, dependerá de cada caso", explica a dermatologista Juliana Neiva, do Rio de Janeiro.

Segundo a especialista, a dermatite pode ser alérgica de contato ou irritativa. A primeira se manifesta após a exposição constante e o contato direto das mãos com substâncias em relação às quais o organismo apresenta maior sensibilidade. "Ela ocorre quando a pessoa é alérgica e o organismo tem uma predisposição a reagir mal a determinado agente químico, presente em produtos de limpeza como detergentes, sabão em pó, lustra-móveis, luvas de borracha, entre outros, e também bijuterias e jóias, além de certos cosméticos, tais como esmaltes, removedores para unhas e hidratantes", esclarece.

Já a dermatite irritativa surge por conta da ação agressora de algumas substâncias químicas fortes, como ácidos, formol, soda cáustica, entre outros "irritantes", que provocam uma reação inflamatória no local do contato. "A diferença é que a inflamação será observada somente na região exposta ao produto químico. Ela não se estende pela mão", compara Juliana Neiva.

Isso foi o que correu com a nutricionista Valéria Cortez, 31 anos, que teve dermatite irritativa. "Estava lavando o banheiro de casa e utilizei cândida. Depois de algumas horas, notei que minha pele estava coçando e descamando. Passei hidratante e depois de alguns dias passou", conta.

Se a pessoa não consegue identificar o que está provocando a alergia ou a irritação nas mãos, é recomendável procurar a ajuda de um dermatologista. "O especialista irá verificar a ficha completa do paciente, incluindo histórico médico, hábitos e atividade profissional. Por meio desse levantamento, é possível saber se ele lida com substâncias que podem ter causado o problema", afirma a dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo.

O médico, então, enumera os possíveis culpados pela alergia e pede para que a vítima evite o contato direto com os agentes durante um período. Se os sintomas desaparecerem, descobre-se a causa do problema e, conseqüentemente, a solução.

Tratamentos

Para Adriana Vilarinho, o primeiro passo para amenizar os sintomas das dermatites é se afastar dos agentes que irritam a pele. "Se isso não resolver, os médicos indicam o uso de medicamentos. Atualmente, a medicina dispõe de cremes ou pomadas antiinflamatórias à base de corticosteróides, além de imunossupressores, que são a mais recente novidade para este tipo de tratamento e utilizados com o intuito de diminuir o processo inflamatório crônico das mãos", diz.

Já os óleos vegetais, como o de semente de uva, camomila, entre outros, exercem um papel calmante na região afetada, sendo indicados apenas para os casos mais leves, ou seja quando as lesões ainda não estão inflamadas.

Nos dois tipos de dermatite que atingem as mãos, a recomendação inicial para livrar-se dessas doenças é bem simples e clara: evitar as substâncias que provocam a alergia.

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