DPOC e doenças cardiovasculares

Estudos têm sugerido que os pacientes com DPOC apresentam mais chances de ter doenças cardíacas

DPOC e doenças cardiovasculares

Os pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) têm mais chances de contraírem outros problemas de saúde, como osteoporose e até doenças cardíacas.

Estudos recentes têm sugerido que os pacientes portadores de DPOC apresentam maior ocorrência de doenças cardiovasculares. Em 2005, foi publicado em uma importante revista médica um trabalho que mostrou que os indivíduos com DPOC apresentavam maiores chances de serem hospitalizados devido às doenças cardiovasculares, bem como falecerem em razão dessas patologias.

O principal motivo dessa relação é o hábito de fumar, pois o cigarro é o principal fator de risco para o desenvolvimento de ambas.

Especula-se também que alterações próprias da DPOC contribuiriam para a ocorrência e agravamento das doenças cardiovasculares, que afetam diretamente o coração e os vasos sanguíneos.

Essas patologias estão entre as principais causas de internações no Brasil, sendo as principais, a doença arterial coronariana (obstrução das artérias do coração que pode provocar angina e infarto), acidente vascular cerebral (também conhecido como AVC ou derrame cerebral), hipertensão arterial sistêmica e doença arterial periférica (problema que acomete a circulação dos membros inferiores).

Dados mostram que, no País, são quase oito milhões de portadores e cerca de 40 mil mortes por ano. Entre milhares de brasileiros que sofrem com a doença, apenas 350 mil são diagnosticados corretamente, dos quais apenas 18% recebem tratamento específico.

Veja algumas medidas que previnem doenças cardiovasculares

Parar de fumar

É sem dúvida a melhor opção para quem deseja ter uma vida saudável. É capaz de impedir a progressão da DPOC e reduzir significativamente as chances de ter uma doença cardiovascular. Por exemplo, um ano após parar de fumar as chances do paciente apresentar um infarto do miocárdio caem 50%.

Mantenha uma dieta saudável!

Uma dieta deve ser rica em frutas, legumes, verduras e fibras e pobre em gorduras saturadas (provenientes de produtos animais: queijo, manteiga e carne vermelha) e gorduras trans (gorduras sólidas em temperatura ambiente, aquelas utilizadas na produção de alimentos industrializados e óleo de fritura usado nos "fast-foods"). Por exemplo, ingerir seis porções por dia de frutas, verduras ou legumes é capaz de reduzir em até 30% as chances de infarto.

Atividade física

O hábito de praticar exercícios físicos regularmente (duração de 30 minutos, 4 a 6 vezes na semana) deveria ser adotado por todas as pessoas, pois permite ganho na qualidade de vida e reduz as chances de surgirem doenças cardiovasculares.

Evite a obesidade

A obesidade aumenta significativamente as chances de um ataque cardíaco. A obesidade não é avaliada apenas pelo peso total, devem ser considerados também como obesos os pacientes que apresentam aumento acentuado da circunferência abdominal: maior que 90 cm para homens e acima de 80 cm para mulheres.

Controle a pressão!

Valores elevados da pressão aumentam os riscos de doenças cardiovasculares, assim os hipertensos devem seguir disciplinadamente o tratamento proposto pelo médico para tratar a hipertensão arterial.

Fique de olho nos níveis de glicose e colesterol

O diabetes aumenta significativamente as chances de doenças cardiovasculares, assim os pacientes diabéticos devem buscar o controle rigoroso dos níveis de glicose do sangue. A recomendação também é valida para quem tem níveis altos de colesterol. O acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos contribui para o surgimento das doenças cardiovasculares.

Sem estresse!

Pessoas estressadas têm maiores chances de infartar. Assim, combater o estresse é uma maneira de reduzir as possibilidades de surgirem doenças cardiovasculares.

Natália Farah


Comente

Assuntos relacionados: saúde doenças doenças cardíacas dpoc

Últimas